Apetite sexual: medicamentos só ajudam?

Apetite sexual: medicamentos só ajudam?

Quantas vezes você já escutou alguém dizer que sua mulher “baixou o fogo,” ou que “meu marido não dar mais no couro”. Essas são reclamações constantes, principalmente nas pessoas de meia idade e que tem gerado uma grande queda na qualidade de vida dessa camada da população.

O baixo apetite sexual é muito comum em pessoas de relacionamentos mais longos, o que faz surgir aquelas explicações: “É normal quando se casa diminuir”! “o tempo de casado faz isso com a gente”, “Isso é de família, minha mãe também parou de sentir desejo cedo.” Será essa perda do apetite sexual relacionada apenas à essas condições sociais e familiares? Não haveria outros fatores que contribuem com esse problema? O que fazer para melhorar a qualidade de vida neste sentido.

O desejo sexual é algo controlado tanto por fatores hormonais como também pelas relações psicológicas criadas na vida de relações. No entanto, grande parte destes problemas tem relação com o uso de medicamentos que são prescritos para resolver outros problemas de saúde que afetam aquela pessoa. Veja os mais comuns:

Ansiolíticos e Ante Depressivos: Estes medicamentos são prescritos pelos médicos para tratamento de ansiedade.  Também chamados de tranquilizantes, atuam reduzindo a atividade do Sistema Nervoso, sobre os Neurotransmissores, gerando também uma inibição do desejo sexual. O Diazepan, Clonazepan (Rivotril) e Amitriptilina (LImbitrol) são alguns dos mais utilizados.

Anti-hipertensivo: Como próprio nome já diz, esses medicamentos vão atuar de forma que tenha uma redução da pressão arterial. Desta maneira, como para haver uma relação sexual o nosso corpo tem que proporcionar uma certa aceleração cardíaca e elevação da Pressão, no sentido que o sangue circule nos genitais e possibilite a ereção, estes medicamentos acabam reduzindo a vontade, principalmente nos homens, em ter uma relação. O captopril, atenolol, propranolol e o enalapril, quando em dosagens altas, geram muito esse problema.

Anticoncepcional: os comprimidos podem ser uma combinação dos hormônios estrógeno e progestágeno (similar à progesterona), ou ainda apenas de progestágeno – no caso das minipílulas. É um dos métodos anticoncepcionais mais comuns. Esses métodos atuam de várias formas para impedir a gestação: diminuição da viscosidade vaginal (gera desconforto na relação e desestímulo ao casal devido o ressecamento). Também bloqueiam a ovulação e, neste caso, é justamente no período ovulatório que as mulheres mais sentem desejo.

Essa nossa informação não está sendo trazida para que as pessoas evitem o uso desses medicamentos, mas sim para que sejam buscadas formas de tratamentos alternativos, reduzindo cada vez mais o uso indiscriminado destas substancias sem um acompanhamento do serviço de saúde. Também existem outros efeitos adversos destas substancias que podem prejudicar a qualidade de vida de quem faz uso abusivo e que não estão sendo trabalhados neste texto.

Veja algumas alternativas para conseguir reduzir o uso de ansiolíticos com sua equipe de saúde para não sofrer tanto:  Fazer caminhada, participar de grupos organizados pela equipe de saúde da sua comunidade e buscar momentos de lazer podem ajudar a superar ou minimizar o problema e o uso destas drogas serem reduzidos.

Em relação aos anti hipertensivos a alternativa seria buscar, através da alimentação e de atividades físicas, controlar a pressão e poder discutir junto à equipe o desmame, quando possível, destas drogas.

No caso dos anticoncepcionais orais deve se avaliar cada caso e ver se o uso deste método está reduzindo muito o apetite sexual, buscando, junto ao serviço de saúde, uma alternativa com outro método.

Sabemos que não podemos pôr a culpa totalmente da redução do interesse sexual nos medicamentos. Problemas de ordem econômica e social são grandes geradores deste problema e para isso trazemos algumas dicas que podem ser úteis na sua mudança de vida sexual:

Exercício aeróbico: melhora o fluxo sanguíneo para os órgãos sexuais, impulsiona seu humor e aumenta os níveis de endorfinas (neurotransmissores conhecido por ser responsável pelo bem estar).

Evite prolongar discussões: Muito estresse aumenta os níveis do hormônio cortisol (hormônio do stress), que afeta a libido e o apetite sexual.

Inove:  Fazer novas experiências tanto dentro como fora do quarto podem impulsionar a química do cérebro chamada dopamina, que ajuda a libido.

Alimentação: Alguns estudos mostram que alimentos como mamão, nozes, sementes de abóbora, castanha, carne de peru e ostras têm substancia que ajudam a melhorar e regular o apetite sexual. A ingestão de grandes quantidades não é garantia de melhora do problema.