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Candidíase: entendendo e cuidando!

Candidíase: entendendo e cuidando!
Muitas mulheres já se sentiram envergonhadas frente ao companheiro, a uma amiga ou ao profissional de saúde para falar sobre um corrimento vaginal. Ou pelo pudor, imposto pela sociedade machista, ou por desconhecimento de como este corrimento surgiu, o fato é que muitas mulheres deixam de se cuidar direito.
São vários os fatores e microrganismos que podem geram corrimento vaginal, cada um com suas características, porém, a cândida albicans é um dos mais comuns agentes geradores dos corrimentos vaginais. Também conhecida por monilíase vaginal, a candidíase vaginal é uma doença ocasionada por fungo, o Candida ou Monília, gerador de um corrimento espesso, grumoso (forma de grumos como leite coalhado) e esbranquiçado, geralmente acompanhado de irritação da parede da vagina.
 
Este fungo faz parte de nossa flora intestinal, mas como fica próximo à região genital, pode também ser encontrado em pequenas quantidades na vagina, gerando diversos sintomas e desconfortos quando encontra condições para se desenvolver e multiplicar-se. Estes fatores alteram o ambiente vaginal, ampliando a temperatura e diminuindo os agentes de defesa do organismo, gerando grande proliferação destes fungos, levando ao corrimento característico já citado.
Estes sintomas não são apenas constrangedores. A acidez aumentada na vagina devido a cândida impossibilita a gravidez, pois os espermatozoides não sobrevivem à tal ambiente. Já a inflamação gera fortes dores ao urinar e também durante as relações sexuais.
Se engana quem pensa que a candidíase só gera sintomas em mulheres. É fato que a umidade e temperatura vaginal, pelo fato de ser um órgão interno, possibilita melhor a proliferação dos fungos, porém, uma grande quantidade deste fungo pode gerar sintomas como Inchaço, dor e vermelhidão na glande e prepúcio (cabeça do pênis e o pelo que a cobre).
 
Veja alguns fatores que ajudam este fungo a se desenvolver nas mulheres:
 
– Tomar Antibióticos em demasia: destrói a flora bacteriana natural da vagina e facilita proliferação do fungo.
– Gravidez: eleva umidade vaginal
– Diabetes
– Outras infecções (fragiliza o sistema imunológico)
– Deficiência Imunológica (diminuição das células de defesa do nosso corpo)
– Uso de Corticoides (diminuem as nossas células de defesa)
– Relação desprotegida com pessoa contaminada
– Roupas e estilos (apertadas, biquines molhados, Lycra e roupas de academia que elevam a temperatura vaginal.
– Duchas vaginais frequentes (a flora de microrganismos da vagina é natural, tentar reduzir pode gerar esse desequilíbrio).
               Mulheres que associarem estes fatores à uma péssima alimentação e conviver em ambiente que gera stress podem passar por infecções frequentes. Neste caso deve-se fazer uma investigação mais apurada sobre os fatores que estão gerando essa recorrência para que seja possível minimizar e diminuir os quadros da doença.
 
Não se pode definir a candidíase como uma doença sexualmente transmissível, já que Mulheres virgens ou sem relação sexual há anos podem ter episódios de candidíase vaginal. Neste sentido, apenas evitar relação sexual desprotegido não é garantia de que não haverá infecções pela cândida.
Existe tratamento com medicamentos para estes casos. O mais comum é o Fluconazol de 150mg em dose única, por via oral. No entanto, o uso de cremes vaginais como o Miconazol a 2% e Clotrimazol a 1% tem mostram melhora mais rápido dos sintomas. A redução da inflamação e do corrimento demora de 24 a 48 no tratamento via oral. Lembrando que, se não fizer o tratamento oral no homem, ele será uma fonte de contaminação constante. Procure o serviço de saúde e siga as orientações da equipe de saúde. este texto não serve como consulta para automedicação.
Como agora você já sabe que a candidíase e seus sintomas podem diminuir sua qualidade de vida está na hora de ver todos os fatores citados acima e buscar cuidar-se mais para viver melhor. Compartilhe com suas amigas e amigos.
 

 

 
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Cobreiro: verdade ou mito?

Cobreiro: verdade ou mito?
               Cobreiro é o nome popular do herpes zoster, uma doença de origem viral. O termo “cobreiro” se originou devido os populares associarem as lesões ocasionadas pela doença ao contato com cobras. Tal doença é provocada pelo mesmo vírus da varicela (catapora, bexiga, …), o Varicela Zóster. A faixa etária mais acometida está entre os 50 e os 60 anos.
                O primeiro contato com o vírus ocorre normalmente na infância quando se pega catapora ou pela imunização (a vacina contém o vírus atenuado, lembrando que nas pessoas com o sistema imunológico sadio normalmente não adoecem nesse contato). A partir daí, o vírus fica alojado nos gânglios do sistema nervoso central, podendo ficar adormecido por vários anos lá. Alguns fatores como a idade e a baixa imunidade podem reativar o vírus e causar o herpes zoster.
                Os sintomas iniciais geralmente são: formigamento, queimação e alterações da sensibilidade da pele em uma determinada região do corpo. O quadro evolui com o aparecimento de vermelhidão local, seguido do surgimento de pequenas bolhas (vesículas), geralmente formando um “caminho”, que está relacionado com o trajeto de um nervo. O paciente, normalmente sente muitas dores na região dessas lesões. O contato com o líquido contido no interior das bolhas, transmite o vírus.
                Algumas vezes o herpes zoster pode aparecer na face, e em alguns casos, acometer os olhos, sendo necessário tratamento oftalmológico, pois pode levar à perda da visão. É comum surgirem cicatrizes e/ou mudança na cor da pele no local das lesões. Outra complicações que pode acontecer, é a neuralgia pós herpética (inflamação do nervo), que ocasiona dor no local por um bom tempo após o desaparecimento das lesões, dor essa que pode estar presente por mais de 90 dias, comprometendo a qualidade de vida do paciente.
               O nosso sistema imunológico naturalmente combate o vírus, fazendo desaparecer as lesões em aproximadamente 14 dias. Existem medicações que combatem junto com o sistema imunológico, abreviando o quadro clínico, aliviando os sintomas e diminuindo a probabilidade de se ter alguma complicação. Atentando que o tratamento deve ser prescrito por um médico, não sendo aconselhado a auto medicação.
 
            No geral, não se tem uma receita certa de prevenção para a doença, porém, evitar os fatores que podem desencadeá-la, é de suma importância, como o estresse diário, e qualquer outra condição que possa baixar a imunidade.
 
 
Por:  Romerito Soares
 
 
 
 
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Viva melhor sem Enxaqueca!

Viva melhor sem Enxaqueca!
Quem nunca sentiu uma forte dor de cabeça daquelas que o impossibilita de fazer nossas atividades normais e até de dormir? Pois é, existe mais de 200 tipos de dores de cabeça, segundo os especialistas, porém, a enxaqueca é a mais referida como incapacitante.
A enxaqueca é uma doença de quadro clínico, mais frequente em mulheres jovens, cujas dores na cabeça se apresentam de forma latejante, geralmente em um dos lados e que pode estar associado à algum agente precipitante: Som, Luz, cheiros fortes (comida, perfume, gasolina etc.)
Em muitos casos as enxaquecas são associadas à Insolação (exposição ao sol por tempo prolongado), tensão (muita cobrança na escola, trabalho ou em casa), exposição à algumas substâncias e odores (gasolina, acetona, molhos e etc.), diminuição da quantidade de sono, alcoolismo, tabagismo e a ingestão de alimentos muito gordurosos, frituras e chocolates.
É muito comum que nestes casos as pessoas façam uso de analgésicos para amenizar e tratar estes problemas. Porém, de acordo com alguns especialistas, esta prática tem feito com que essas dores se tornassem crônicas e de difícil tratamento. A automedicação não é aconselhável.
Como os fatores predisponentes da enxaqueca varia de pessoa para pessoas, o primeiro passo, visando evitar ou diminuir a frequência dos episódios, é tentar descobrir que fatores estão sendo associados aos quadros de enxaqueca especifico. Fazer uma espécie de livro para que a pessoa anote cada episódio de dor, e o que poderia estar associado naquele momento é uma boa estratégia.
Existe vários tratamentos medicamentosos para cada caso específico: analgésicos, ansiolíticos, antidepressivos, anticonvulsivantes e mais. No entanto, estes só poderão ser decidido junto ao serviço de saúde que você procurar. Agora trazemos várias medidas que já podem ser tomadas e que diminuem a intensidade das dores ou as fazem ficar quase inexistentes:
– Separar um horário para atividade física
– Respeitar os horários da alimentação e do sono
– Evitar alimentos enlatados, queijos amarelos, excesso de frutas cítricas.
– Eliminar da alimentação frituras, gorduras e chocolates
– Tentar evitar a exposição à situações de stress
– Descobrir o fator que gera as crises, que já foram citados anteriormente, e evitar
Relaxar no meio do expediente é uma dica infalível para evitar a cefaleia. Se estiver num local onde não possa deitar, vá ao banheiro e permaneça de olhos fechados, controlando a respiração por 10 minutos. 
Manter uma qualidade de vida sem tensões nos dias de hoje, com a correria e os índices de criminalidade sempre aumentando, é algo muito difícil, porém é preciso que procuremos realizar atividades saudáveis diariamente, preparando nosso corpo para nossas atividades e deixando ele mais resistentes às pressões do dia a dia.
 
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Anabolizantes: saiba o que são, e veja se vale à pena usar.

Anabolizantes: saiba o que são, e veja se vale à pena usar.
Não é novidade que os sistema muscular dos homens são mais desenvolvidos que o das mulheres, que a capacidade de desenvolver atividades que exigem maior desempenho muscular seja um atributo masculino.
Essas características diferentes do corpo de homens e mulheres são definidas ainda antes do nascimento, pela presença, em maior quantidade, de um hormônio produzido nas gônadas (testículos e ovários) chamado de testosterona.
            Este hormônio tem a função de ajudar no desenvolvimento dos tecidos reprodutores, como os testículos e próstata, e no desenvolvimento de características sexuais secundárias, como o aumento da massa muscular, massa óssea e o crescimento de pelos no corpo. Além disso, ele também é um fator determinante no comportamento sexual masculino, pois a mesma é responsável pelo aumento do desejo sexual.
     Sabendo desta informação o mercado desenvolveu uma substancia sintética para resolver alguns casos de necessidades na área da saúde, mas que passou a ser mais frequentemente usado pelo lado estético. São eles, os anabolizantes.

Clinicamente essas substâncias seriam para reposição hormonal em homens com deficiência de testosterona, ajudar pacientes com doenças de grande perca de massa muscular como a AIDS e não para finalidades estéticas ou para melhorar o desempenho em atletas que participam de competições. Neste último caso, a maioria das substancias anabolizantes já são proibidas pelos comitês desportivos como forma de Doping.
Muitas vezes, fantasiados pelos efeitos estéticos gerados rapidamente por estas substâncias, muitos jovens acabam fazendo uso sem saber do grande risco que estão correndo. O fato de essas substâncias já serem proibidas, a venda sem acompanhamento rigoroso deixa a situação ainda mais perigosa, pois, como os laboratórios fabricam e vendem de forma clandestina, na maioria dos casos, a fiscalização sobre suas dosagens não são muito confiáveis.
Cada anabolizante fabricado tem um limite de segurança para ser utilizado nos casos clínicos e, por tanto, a busca insana e desmedida pra se conseguir um corpo perfeito, musculoso e resistente pode trazer, inevitavelmente, grandes prejuízos à saúde de quem usa. Veja alguns efeitos colaterais:
– Em Mulheres: devido ser um hormônio predominantemente masculino, o engrossamento da voz, aumento de pelos pelo rosto e corpo, aumento da oleosidade na pele, redução das mamas, infertilidade, grande risco de desenvolver tumores, lesões no fígado e diabetes são os mais comuns.
– Em Adolescentes: alterações no padrão de desenvolvimento ósseo e crescimento. A péssima maturação da sexualidade deste jovem também é inevitável devido ser um momento de grandes descargas hormonais que definem esse padrão nesta fase da vida.
– Em Homens: Atrofia dos testículos e impotência sexual, aumento na retenção de líquidos e de sódio, com consequente elevação da pressão sanguínea, calvície, lesões no fígado, diabetes e câncer.
Essa busca pelo corpo que julgam perfeito tem saído do controle e feito várias pessoas doentes física e psicologicamente, pois, além de nunca se sentirem satisfeitos com o corpo, sofrem com os danos físicos que estas substâncias vão provocando, podendo chegar até à morte.
Essa insatisfação e busca por usar mais e mais decorre do fato de que os efeitos dos anabolizantes não são permanentes, logo passam, o rendimento e aumento da massa muscular provocada pela substância regride, requerendo mais doses para aumentar ou manter o corpo hipertrofiado.
Neste sentido levantamos alguns questionamentos. Vale à pena correr estes riscos e por sua vida em situação perigosa apenas para satisfazer um padrão de beleza imposto pelas grandes mídias e a sociedade¿ O que fazer para ter uma vida saudável e um corpo bonito?
Os riscos são vários e não vale à pena. Investir em treinamentos e atividades físicas, em uma alimentação adequada e bem orientada trará os resultados sobre seu corpo, adquirindo a melhor forma possível, fará da sua vida física e mental muito mais agradável e duradoura.  
 
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Refrigerantes: veja se vale a pena tomar

Refrigerantes: veja se vale a pena tomar
Não temos dúvidas do ótimo sabor e do grande prazer que é tomar um bom refrigerante gelado, principalmente quando está bastante calor ou estamos nos alimentando. Mas nem só de gostosura são feitos estas bebidas, será que os problemas de saúde gerados por eles compensam seu sabor momentâneo?
O refrigerante é uma bebida fabricada industrialmente, não alcoólica (não pode apresentar o etanol em sua formulação) e não fermentada (não pode utilizar organismos vivos em seu preparo). Sua base de composição deve ser água e açúcar, sendo que nessa mistura homogênea demais componentes são adicionados, como aromas e gás carbônico.
São vários os compostos que em grandes quantidades podem levar à problemas de saúde, veja algumas situações com o uso abusivo destas bebidas:
– Ácido fosfórico: substância utilizada para deixar o refrigerante de Cola com acidez elevada. Como forma de amenizar esta acidez o organismo utiliza o cálcio disponível no corpo. O uso excessivo e prolongado tem demonstrado descalcificação e casos de Osteoporose.
– Gastrite: As próprias células do estômago produzem o ácido clorídrico para degradação dos alimentos. Com a ingestão dos refrigerantes, cujo PH (potencial de Hidrogênio), que diz se uma substância é ácida ou básica, gira em torno de 3, ou seja, muito ácido, a camada que protege as paredes do estômago sofrem maior agressão química e geram inflamações e úlceras com maior facilidade.
– Cárie. Os níveis elevados de açúcar e de ácido nos refrigerantes prejudica a saúde dos dentes e corrói o esmalte.
– Os níveis elevados de açucares nos refrigerantes produzem o que chamamos de resistência à Insulina. As células sobrecarregadas de açúcar começam a rejeitar o trabalho da Insulina, que é facilitar a entrada da glicose da corrente sanguínea para o interior das células, gerando o que chamamos de Diabetes tipo 2.
– Pressão alta. Refrigerantes de cola e guaraná possuem cafeína que quando consumidas em excesso e constantemente, provocam aumento da pressão. A pressão alta é um fator de risco para o infarto e desenvolvimento de outras doenças cardíacas.
 Câncer . Os aditivos químicos utilizados para dar cor aos refrigerantes são tóxicos para as células do organismo, causando agressões e propiciando o surgimento de alterações celulares. Um recente estudo escocês associou o consumo de refrigerantes ao surgimento de câncer intestinal e colorretal. No Brasil, refrigerantes de cola possuem 67 vezes mais corante caramelo IV (um composto causador de câncer) que os vendidos nos Estados Unidos. Um estudo sueco publicado na revista científica American Journal of Clinical Nutrition apontou que uma lata de refrigerante por dia (cerca de 325 mL), aumenta o risco de homens desenvolveram câncer de próstata em 40%.
– Se associar a obesidade, aumento de glicose e de gordura os problemas cardiovasculares com Infarto do Miocárdio, Acidente vascular Cerebral e aterosclerose (formação de placas de gordura dentro dos vasos) será bem maior. A ingesta de refrigerantes geralmente está associado à esses tipos de pessoas.
A escolha de manter um consumo excessivo destes produtos é única e exclusivamente sua. A pouca divulgação destes prejuízos à saúde nas grandes mídias nos faz pensar que os refrigerantes são inofensivos. Não se engane, eles podem degradar sua vida aos poucos e sem que você nem perceba.
“Os refrigerantes light e diet não estão fora da lista de malefícios. Eles possuem ácido fosfórico, corantes e outros componentes químicos que causam descalcificação, elevação da acidez do sangue e do estômago, aumento da pressão e etc. O melhor a se fazer é evitar o consumo de refrigerantes e substitui-los por água ou suco de frutas”, dizem os especialistas.
 
 
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Febre Amarela: entenda o risco que o Brasil está correndo

Febre Amarela: entenda o risco que o Brasil está correndo
É muito comum, quando chegamos neste período chuvoso, em nosso país começarem os avisos do sistema de saúde sobre a prevenção contra o vírus da dengue. Não é mais novidade todas as medidas que o ministério da saúde recomenda. Porém, desta vez, não é mais só sobre os casos de dengue que se está preocupado.
No Estado de Minas Gerais a Secretaria de Saúde está com 48 casos suspeitos de Febre Amarela. O que torna um grande risco de epidemia brasileira desta doença devido este Estado não ser, assim como a maioria dos estados do litoral brasileiro, endêmicos (que se tem alguns casos controlados durante um período) para esta doença.   
A Febre Amarela é uma infecção por vírus, mas que tem seu modo de transmissão igual ao da dengue, por vetores. Em sua versão selvagem este vírus está nos mosquitos Haemagogus, muito comum na floresta amazônica. Porém, na versão urbana este vírus também infecta o Aedes aegypti, mosquito bastante acostumado com as áreas urbanas e os outros climas do restante do Brasil.
Sabemos da existência de vacina para este vírus, no entanto somente aplicada em pessoas que moram ou vão viajar para regiões endêmicas do Brasil. Se estes quadros suspeitos no Estado de Minas Gerais forem realmente confirmados significa que o Aedes aegypti também pode estar infectado com o vírus e o resto do Brasil corre sérios riscos de epidemia, tendo em vista o período e a impossibilidade de vacinar a grande quantidade de pessoas que moram nestas áreas.
Das 14 mortes por suspeita da doença, 8 são prováveis, mas a Secretaria informou que os casos ainda podem está sendo transmitidas pelo mosquito selvagem, Haemagogus. No entanto, não descarta a infecção ter já disseminado para o Aedes Aegypti, pois além de pessoas, vários macacos foram diagnosticados com a doença no Estado.
Quando falamos do grande risco que corremos, estamos imaginando essas pessoas e macacos infectados serem picados pelo mosquito Aedes Egypti, contaminá-los e, desta forma, termos esta modalidade urbana mais disseminada e perigosa.
 
 “O último caso de febre amarela urbana registrada no Brasil foi em 1942, afirma os especialistas, e será uma grande bomba pensar nestes casos da forma que nossas cidades estão organizadas hoje, gigantes e com saneamento deficiente”.
As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), o que denominou a doença, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunidade permanente.
Pessoas que já apresentam problemas renais, hepáticos, deficiência no sistema imunológico, idosos e crianças correm maior risco de morte frente à febre amarela.
Neste sentido é preciso trabalhar melhor a prevenção contra esses quadros de dengue, Zyca Vírus, Chycungunha e, principalmente agora contra o risco da contração da Febre Amarela em áreas não endêmicas deste vírus.
Os cuidados são aqueles para o enfrentamento do mosquito vetor, Aedes aegypti. Não adianta você fazer apenas a sua parte, em sua casa. Fale com seu vizinho, com sua rua e todos para combater os focos do mosquito. Sem um trabalho de todos perderemos esta luta. Veja algumas atitudes.
Como os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências, qualquer recipiente como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos.
São algumas atitudes que devem ser tomadas:
– Evitar acúmulo de água parada em recipientes destampados. Portanto, jogar lixo em terrenos baldios pode gerar ambientes de foco
– Uso de repelente de insetos
– Uso de mosquiteiros pode contribuir durante momentos de sono
– Uso de roupas que cubram todo o corpo também pode ajudar.
 

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DIU: veja os tipos e suas vantagens

DIU: veja os tipos e suas vantagens
 
             É fato que existe diversos tipos de métodos contraceptivos (que inibe a gestação) no mercado, porém, muitos ainda são desconhecidos pela população. Seja pela complexidade no uso ou pelos custos ao serviço de saúde, é fato verdade que o Dispositivo Intra Uterino (DIU) não tem uma boa aceitação e ou divulgação no meio da sociedade brasileira.

O DIU (Dispositivo Intra Uterino) é um método contraceptivo que utiliza uma pequena estrutura de plástico em formato de T que é introduzido no útero, mas que pequenas “cordinhas” ficam na vagina para facilitar retirada.
 
Somente o ginecologista está apto a colocar o DIU, podendo este ser inserido em qualquer período do ciclo menstrual, no entanto os primeiros 12 dias após a menstruação são mais indicados.
 
Este método se mostra muito eficiente, chegando a 99 % se for bem utilizado. Poucas pessoas sabem mas existem 2 tipos de DIU:
 
DIU de Cobre:  impede que o ovo se fixe no útero, diminuindo a eficácia dos espermatozoides através da ação do cobre, perturbando a fecundação. Este tipo de DIU fornece uma proteção durante um período de 10 anos.
DIU Hormonal: o levonogestrel é a substancia liberada por este tipo, agindo de várias maneiras: interfere na ovulação, impede que o ovo se fixe no útero, Deixa o muco cervical mais espesso (grosso), dificultando o curso dos espermatozoides. Este tipo de DIU confere uma proteção por um período de até 5 anos.

O DIU de Cobre, pelo fato de não ser hormonal, não gera alterações de humor, peso e diminuição da libido. Porém, o DIU hormonal diminui os riscos de câncer do endométrio e suas menstruações têm períodos mais curtos e menos dolorosos na maioria dos casos.
 
Como vantagens para os dois tipos:
 
·         É um método prático e de longa duração
·         Depois de colocado, não depende da mulher;
·         Evita ter que tomar a pílula todos os dias;
·         Não interfere no contato íntimo;
·         A fertilidade retorna ao normal depois de retirar o DIU.
Já as desvantagens:
·         Anemia devido às menstruações mais longas e abundantes, principalmente com o de Cobre.
·         Risco de infeção do útero;
·       Se ocorrer uma infecção por transmissão sexual, maior probabilidade dela evoluir para uma doença mais grave, a doença inflamatória pélvica.
·         Não protege contra doenças sexualmente transmissíveis
·         Relativamente caro (em média 100 a 200 reais, fora a colocação que custa uns 600. Sem falar nas retornos para acompanhamento.
Alguns efeitos colaterais podem acontecer com uso do DIU:
·         Dores ou contrações uterinas, mais comuns nas mulheres nulíparas (que nunca tiveram filhos);
·         Hemorragia após a colocação do DIU;
·         Desmaio;
·         Corrimento vaginal.
·         Gravidez ectópica (trompas é o local mais comum)
Como foi visto nas ações deste método não se pode apontá-lo como abortivo, tendo em vista que sua ação visa inibir a fecundação (união do óvulo com espermatozoide)
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Azia: entenda como evitar

Azia: entenda como evitar
Nos dias atuais é frequente termos, em meio aos familiares e amigos, pessoas que sofrem com ardência no esôfago (estrutura que conduz alimentos da boca e faringe ao estomago), conhecida como esofagite, cujo principal sintoma é a azia (queimação).
Esses quadros, nos últimos anos, estão em uma crescente decorrente, principalmente do padrão alimentar muito rico em alimentos gordurosos e condimentados, o abuso na ingestão de álcool e tabagismo.
O grande número de obesos também é fator, junto aos outros já citados, para deixar os quadros de Refluxo Gastresofágicos (retorno alimentar do estomago para o esôfago) como alarmante, de 10 a 20% da população brasileira, segundo pesquisas recentes.
“O número de casos com Doenças do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) tem vindo a aumentar, nas últimas décadas devido á alteração dos hábitos alimentares, ao aumento da incidência da obesidade, ao excesso de consumo de bebidas alcoólicas e ao tabaco”, afirmou Luís Novais, gastroenterologista.
Esse refluxo poderá também atingir estruturas como a boca, gerando fragilidade dentária devido essa acidez, rouquidão caso inflame a laringe e até quadros de aspiração através da arvore respiratória, o que pode provocar pneumonias.
Com as várias propagandas veiculadas pela TV sobre medicamentos milagrosos contra azia e má digestão as pessoas não estão respeitando os limites do corpo e agindo agressivamente contra seu próprio organismo.
Os medicamentos antiácidos, os mais divulgados na mídia, apenas diminuem a acidez momentânea, porém não evita a agressividade constante sobre aquela mucosa do esôfago. Ostentando  medicamentos como os inibidores da bomba de prótons (Omeprazol, pantoprazol) também não são  eficientes na totalidade dos casos em estudo. Até 40% que usaram esses medicamentos, mas se mantiveram com o mesmo padrão desregrado de vida, não obtiveram melhora no quadro esofágico, também confirmam as pesquisas.
Isso só mostra que o tratamento medicamentoso, por si só, não é garantia da melhora dos quadros de azia e refluxo gastresofágico, podendo até agravar o quadro caso os descuidos no padrão de vida desta pessoa continue acontecendo.
O agravamento destes refluxos será possível causa de ulceras graves, com até rompimento de vasos, podendo gerar casos de hemorragias severas e à morte, tendo em vista que  o esôfago não está preparado para receber a acidez vinda do estomago.
 
Entenda os principais fatores de risco para queimação esofágica devido Refluxo Gastroesofágico:
– Alimentos condimentados, enlatados, rico em sódio como conservante.
– Líquidos gaseificados e fermentados (refrigerantes e cervejas) ampliam o refluxo e eleva a acidez sobre a mucosa.
– fazer alimentação exagerada, com líquido, e deitar em seguida
– Fumar (resseca a mucosa esofágica possibilitando inflamação frequente)
– Comidas quentes ou geladas demais
 
          Observação: Caso exista uma Hernia de hiato, desvia do local exato onde o esôfago passa no músculo diafragma, esta hernia deverá ser corrigida, pois ela também se configura como grande contribuinte para os refluxos.
Caso você seja uma pessoa que matem esse padrão de vida ainda há tempo para poder reverter, veja como:
– procure o serviço de saúde e apresente sua necessidade de abandonar o fumo e o álcool.
– Junto à nutricionista, reveja seu padrão alimentar.
– Fracionar as refeições
– saiba da possibilidade de manter atividade física regular e de acordo com suas condições.
– Evite as refeições junto à líquidos, principalmente refrigerantes.
– Evite os excessos de café, chá preto, chocolate, molho de tomate e comidas ácidas, cerveja

          A primeira atitude para mudar suas atitudes devem partir, única e exclusivamente, de você. É preciso coragem para mudar de hábitos e resistir às tentações, mas é possível.  

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Insuficiência Renal: ajude a diminuir nos idosos com atitudes simples

Insuficiência Renal: ajude a diminuir nos idosos com atitudes simples
Os Rins são órgãos de nosso corpo que tem como uma das funções a filtração do sangue, ou seja, são responsáveis pela eliminação de toxinas e substancias que estão em excesso em nosso corpo. A Insuficiência Renal (diminuição ou perda da capacidade dos Rins realizarem suas funções) é uma situação grave, bastante frequente e que ocorre por diversos fatores, sendo os mais frequentes:
– Diabetes
– Hipertensão
O estilo de vida sedentário, com alimentações rápidas e cheias de sódio e açucares, o tabagismo estão contribuindo para o grande número de problemas renais da atualidade. Segundo pesquisas de 2002 à 2012 o número de pessoas que passaram a fazer hemodiálise (filtragem do sangue através de uma máquina) mais do que dobrou.
Os rins são órgãos que muitas vezes sofrem em silêncio, não apresentando sintomas quando passam por algum problema ou situação agressiva à eles. Habitualmente não há dor nem alterações do padrão urinário de volume ou coloração, o que leva muitas vezes às pessoas acharem que seus rins estão muito bem.
Esse número de casos renais graves também se elevou na população idosa, muito por serem pessoas com processos de debilidades crônicas como a Diabetes e a Hipertensão. Porém, o que nos chama atenção são casos de pessoas que não têm esses agravos de pressão ou metabólicos surgirem com insuficiência renal, as vezes já em estado avançado.
Os Rins são órgãos que sofrem tanto com a pressão elevada como com a baixa pressão nas suas estruturas. Neste sentido é fácil entender porque muitos idosos vem passando por este problemas sem que haja os fatores da Hipertensão ou diabetes.
O fato é que, com o avançar da idade, a sensibilidade à sede das pessoas vai diminuindo. Quanto mais velhas as pessoas vão ficando menor será esta sensibilidade, passando os rins destes idosos por uma grave diminuição na sua pressão interna e, consequentemente, falhas deste órgão.
Somando isso aos fatores de abandono que sofrem os idosos, à pouca procura por água e ao descaso dos parentes cuidadores com a alimentação, a probabilidade de que muitos idosos passem à situação de renal crônico é uma grande realidade.
Visando diminuir esta possibilidade e gerar uma melhor qualidade de vida à esta parcela da sociedade, descrevemos algumas atitudes que devem fazer parte da rotina dos familiares que convivem com idosos:
– procure o serviço de saúde para realização do exame de creatinina e de urina (estes exames devem fazer rotina de hipertensos, Diabéticos e Idosos), pois detectam os primeiros sinais de agressão renal.
– Alimentação rica em frutas e leguminosas (ricas em água e vitaminas)
– Separar 2 litros de água para aquele idoso (esta atitude servirá para lembrar a quantidade de água ingerida durante o dia e monitorar a ingesta de líquidos).
– Oferecer água com frequência ao idoso, convencendo ele a tomar mesmo sem ter sede.
Se você tem parentes idosos em casa ou conhece alguém que desconhece essa informação, compartilhe e marque estas pessoas para que estas atitudes possam melhorar a qualidade de vida destes idosos.
 
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Aftas: entenda seus fatores para poder evitá-las

Aftas: entenda seus fatores para poder evitá-las
Muitas vezes nos deparamos com um incômodo na boca com o surgimento de uma ou mais feridas que geram dor. Sabe-se que acomete entre 30 e 50% da população mundial e a causa ainda é desconhecida. Essas lesões se caracterizam por possuir aspecto circular ou oval, como pequenas crateras, com fundo esbranquiçado ou amarelado e vermelhidão ao redor.
As aftas são lesões dolorosas que aparecem principalmente na mucosa oral, na língua, no interior dos lábios e bochechas. É referida como “lesões próprias”, por não serem causadas por fungos, bactérias ou outros microrganismos.
Estas lesões são benignas e não há registro de evolução cancerígenas em pessoas de bons hábitos. Porém acreditamos que a presença das aftas em pessoas que fazem uso do cigarro gera uma maior probabilidade de surgirem células alteradas devido a exposição de células em reparação (cicatrização das feridas) aos agentes tóxicos e cancerígenas do cigarro.
De causas não totalmente conhecidas, mas que acredita-se estarem ligadas ao consumo de alguns alimentos (queijos, frutas secas, alimentos com determinados conservantes, enlatados, frutas ácidas) e medicamentos, principalmente os ante inflamatórios não esteroides (AAS, Ibuprofeno), muito usados indiscriminadamente pela população.
          Acredita-se também que seja uma manifestação comum a diversas outras doenças, principalmente de caráter imunológico, falta de higiene bucal, imunodepressão, estresse, pré-disposição genética, deficiência nutricional, etc.      
As aftas não possuem caráter infeccioso, desta forma não podem ser transmitida de pessoa para pessoa como alguns ainda pensam ser. Elas surgem de forma abrupta e regridem naturalmente de 1 a 2 semanas.
Como a acidez é fator que agrava o quadro, algumas dicas podem melhorar e até diminuir o tempo destas lesões:
– Bicarbonato de sódio diluído para bocejo (nunca diretamente na lesão)
– Evitar frutas cítricas quando estiver com a afta (Limão, Laranja, acerola, abacaxi)  
– Evitar comidas sólidas que gere muito atrito sobre a lesão
– Evite deitar com estomago cheio, pois pode  gerar refluxo e acidez oral 
– Evitar Refrigerantes e alimentos apimentados
– Não ficar tocando ou furando a lesão: aumenta a possibilidade de infecção 
 
              Caso você esteja fazendo tudo direito em relação a alimentação e higiene oral, mas mesmo assim a lesões sejam frequentes, deve-se buscar o serviço de saúde para que a equipe encontre soluções, diante de uma investigação sobre quais outros fatores possam está desencadeando o problema para haver um tratamento mais específico.
 
 
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