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Cobreiro: verdade ou mito?

Cobreiro: verdade ou mito?
               Cobreiro é o nome popular do herpes zoster, uma doença de origem viral. O termo “cobreiro” se originou devido os populares associarem as lesões ocasionadas pela doença ao contato com cobras. Tal doença é provocada pelo mesmo vírus da varicela (catapora, bexiga, …), o Varicela Zóster. A faixa etária mais acometida está entre os 50 e os 60 anos.
                O primeiro contato com o vírus ocorre normalmente na infância quando se pega catapora ou pela imunização (a vacina contém o vírus atenuado, lembrando que nas pessoas com o sistema imunológico sadio normalmente não adoecem nesse contato). A partir daí, o vírus fica alojado nos gânglios do sistema nervoso central, podendo ficar adormecido por vários anos lá. Alguns fatores como a idade e a baixa imunidade podem reativar o vírus e causar o herpes zoster.
                Os sintomas iniciais geralmente são: formigamento, queimação e alterações da sensibilidade da pele em uma determinada região do corpo. O quadro evolui com o aparecimento de vermelhidão local, seguido do surgimento de pequenas bolhas (vesículas), geralmente formando um “caminho”, que está relacionado com o trajeto de um nervo. O paciente, normalmente sente muitas dores na região dessas lesões. O contato com o líquido contido no interior das bolhas, transmite o vírus.
                Algumas vezes o herpes zoster pode aparecer na face, e em alguns casos, acometer os olhos, sendo necessário tratamento oftalmológico, pois pode levar à perda da visão. É comum surgirem cicatrizes e/ou mudança na cor da pele no local das lesões. Outra complicações que pode acontecer, é a neuralgia pós herpética (inflamação do nervo), que ocasiona dor no local por um bom tempo após o desaparecimento das lesões, dor essa que pode estar presente por mais de 90 dias, comprometendo a qualidade de vida do paciente.
               O nosso sistema imunológico naturalmente combate o vírus, fazendo desaparecer as lesões em aproximadamente 14 dias. Existem medicações que combatem junto com o sistema imunológico, abreviando o quadro clínico, aliviando os sintomas e diminuindo a probabilidade de se ter alguma complicação. Atentando que o tratamento deve ser prescrito por um médico, não sendo aconselhado a auto medicação.
 
            No geral, não se tem uma receita certa de prevenção para a doença, porém, evitar os fatores que podem desencadeá-la, é de suma importância, como o estresse diário, e qualquer outra condição que possa baixar a imunidade.
 
 
Por:  Romerito Soares
 
 
 
 
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