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Diabetes e seus vilões!

Diabetes e seus vilões!

Diabetes é um problema de saúde muito frequente e grave no mundo inteiro, tem sido responsável pela morte de milhares de pessoas todos os anos e mesmo que se invista bastante em formas de tratamentos, medicamentos e algo mais, não tem sido possível reduzir, em muito, os casos desta patologia.

Isso se deve ao fato de que a Diabetes é uma doença metabólica (que envolve a forma como os alimentos são utilizados pelo nosso corpo) e que, portanto, este controle está mais no nível da educação alimentar.

Neste sentido, como vivemos em um mundo acelerado, onde as coisas passam com rapidez, não seria diferente a nossa alimentação. Os Fast Food (comida rápida) tomaram de conta de nossas refeições e têm sido recheadas de tipos alimentares que tendem a elevar o nível de glicose no sangue.

Sabemos que os tipos de Diabetes mais comuns são o tipo 1 e o tipo 2. No primeiro as células Beta do Pâncreas produzem de forma insuficiente ou não produzem um hormônio chamado de Insulina, responsável por facilitar a passagem da glicose da corrente sanguínea ao meio interno celular. Já a segunda, mesmo com a produção normal da Insulina, a alimentação muito rica em glicose vai fazendo com que todas as células de nosso corpo vá impondo uma resistência à esse hormônio, elevando assim a glicemia (glicose no sangue).

É justamente o tipo 2, onde os altos níveis de glicose tem diminuído a ação da insulina, que tem aumentado nas últimas décadas. Para colaborar com essa elevação trazemos os principais vilões alimentares que têm ajudado nesta história:

Açúcar: o uso abusivo de açúcares em diversos alimentos (sobremesas, sucos, cafés)

Refrigerantes: as grandes dosagens de açúcares simples nos refrigerantes gera bombas de glicose para gerar maior resistência insulínica celular e diabetes tipo 2. Os refrigerantes Diet são adoçados com uma substância chamada de aspartame, responsável uma série de outros problemas de saúde.

–  Sucos artificias: caso estas substancias não contenham mais de 50% da poupa são chamadas de necta. Esses “sucos” são muito enriquecidos com açúcares, conservantes, corantes e ainda por cima não tem todas as vitaminas que a fruta natural.

Outros tipos de Carboidratos simples: Farinha branca e seus derivados (macarrão branco, pão e arroz) muito frequente em nossas refeições. O uso em excesso gera grandes descargas de glicose no sangue

Sorvetes: Assim como os refrigerantes também existe uma grande descarga de açúcares simples no sangue.

Além destes alimentos, existe outro fator muito importante que contribui para gerar a diabetes tipo 2: grandes refeições, com bastante volume alimentar, ao invés de alimentações fracionadas leva à hiperglicemia e estimula as células à resistência insulínica. Por isso, além de diminuir drasticamente ou abolir aqueles alimentos citados da sua dieta, fracione suas refeições.

Sabemos que existe o fator genético sobre o surgimento do Diabetes tipo 2 também, no entanto o abuso durante as refeições por parte de certos tipos alimentares pode acelerar o processo de resistência à insulina e te transformar em mais um portador desta doença.

Busque o serviço de saúde e faça seu acompanhamento sobre a glicemia. Viva melhor através de atitudes saudáveis e verás que, moderadamente poderá desfrutar das várias delícias que a gastronomia nos possibilita sem pôr em risco a sua vida.

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Gota: veja essa doença e como controlar!

Gota: veja essa doença e como controlar!

Com certeza você já deve ter visto alguma pessoa, de sua família ou não, reclamar de fortes dores nas articulações, as quais surgiram subidamente, sem relação com trauma. Em alguns casos até febre aparece e umas dores em queimação se apresentam e diminuem de intensidade após as primeiras 24hs.

Isso mesmo, pode ser que este quadro seja Gota, uma doença onde o ácido úrico (dejetos aminos que deve ser eliminada pelos rins na urina) se acumula no sangue. Este acúmulo gera a deposição de cristais de ácido úrico ao redor das articulações sinoviais (joelho, cotovelo…) gerando inflamação e dor intensa.

O ácido úrico pode se acumular em decorrência de 2 fatores: ou o corpo não consegue eliminar esta substancia através dos rins ou se tem grande produção em excesso desta substancia no organismo.

Também chamada de doença dos Reis, pois na antiguidade se teve muitos registros de pessoas das classes sociais mais privilegiadas, a Gota era muito relacionada com a fartura alimentar na época. Anos depois se percebeu que estes casos poderiam estar relacionado com índices elevados de chumbo na alimentação e que este chumbo interferia na eliminação do ácido úrico.

No entanto não se tem um fator que possa ser considerado como gerador deste problema exclusivamente. Sabe-se que o histórico familiar, a obesidade, o uso de medicamentos que danem os rins, hipertensão, diabetes e o uso excessivo de álcool sempre estão relacionados com os casos de Gota.

Como dito antes o ácido úrico é um tipo de dejeto corporal produzido pela degradação alimentar para eliminação do nitrogênio em excesso no nosso organismo. Neste sentido, qualquer alimento que contenha grande concentração de nitrogênio (carnes vermelhas, carne de peru, mariscos e alguns frutos do mar), principalmente os que são ricos em Purina, estão vetados para quem já tem predisposição.

Mesmo não sendo abundante nas substancias ricas em purinas mencionadas anteriormente, o álcool é grande responsável pelos quadros agudos de Gota. Isto pelo que dificulta a eliminação dos dejetos nitrogenados, gerando o mesmo acumulo e sintomas. Desta forma, o ato de ingerir bebida alcoólica produz os mesmos inflamatórios articulares citados.

O simples fato de ter os sintomas ditos anteriormente não lhe confirma o diagnóstico de Gota. Se faz necessário exames que confirmem a concentração de ácido úrico no sangue e deposição no líquido sinovial (liquido articular). Um raio x das articulações também podem ajudar no diagnóstico.

Alguns medicamentos ante inflamatórios como: prednisona, diclofenaco sódico, cataflan, cetoprofeno, Betametasona, podem ser empregados para alivio das dores gotosas, mas que não faz um tratamento efetivo para controle das crises sem a mudança na conduta alimentar, tendo em vista que este é um problema metabólico e portanto requer cuidados com a alimentação.

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