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Febre Amarela: entenda o risco que o Brasil está correndo

Febre Amarela: entenda o risco que o Brasil está correndo
É muito comum, quando chegamos neste período chuvoso, em nosso país começarem os avisos do sistema de saúde sobre a prevenção contra o vírus da dengue. Não é mais novidade todas as medidas que o ministério da saúde recomenda. Porém, desta vez, não é mais só sobre os casos de dengue que se está preocupado.
No Estado de Minas Gerais a Secretaria de Saúde está com 48 casos suspeitos de Febre Amarela. O que torna um grande risco de epidemia brasileira desta doença devido este Estado não ser, assim como a maioria dos estados do litoral brasileiro, endêmicos (que se tem alguns casos controlados durante um período) para esta doença.   
A Febre Amarela é uma infecção por vírus, mas que tem seu modo de transmissão igual ao da dengue, por vetores. Em sua versão selvagem este vírus está nos mosquitos Haemagogus, muito comum na floresta amazônica. Porém, na versão urbana este vírus também infecta o Aedes aegypti, mosquito bastante acostumado com as áreas urbanas e os outros climas do restante do Brasil.
Sabemos da existência de vacina para este vírus, no entanto somente aplicada em pessoas que moram ou vão viajar para regiões endêmicas do Brasil. Se estes quadros suspeitos no Estado de Minas Gerais forem realmente confirmados significa que o Aedes aegypti também pode estar infectado com o vírus e o resto do Brasil corre sérios riscos de epidemia, tendo em vista o período e a impossibilidade de vacinar a grande quantidade de pessoas que moram nestas áreas.
Das 14 mortes por suspeita da doença, 8 são prováveis, mas a Secretaria informou que os casos ainda podem está sendo transmitidas pelo mosquito selvagem, Haemagogus. No entanto, não descarta a infecção ter já disseminado para o Aedes Aegypti, pois além de pessoas, vários macacos foram diagnosticados com a doença no Estado.
Quando falamos do grande risco que corremos, estamos imaginando essas pessoas e macacos infectados serem picados pelo mosquito Aedes Egypti, contaminá-los e, desta forma, termos esta modalidade urbana mais disseminada e perigosa.
 
 “O último caso de febre amarela urbana registrada no Brasil foi em 1942, afirma os especialistas, e será uma grande bomba pensar nestes casos da forma que nossas cidades estão organizadas hoje, gigantes e com saneamento deficiente”.
As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), o que denominou a doença, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunidade permanente.
Pessoas que já apresentam problemas renais, hepáticos, deficiência no sistema imunológico, idosos e crianças correm maior risco de morte frente à febre amarela.
Neste sentido é preciso trabalhar melhor a prevenção contra esses quadros de dengue, Zyca Vírus, Chycungunha e, principalmente agora contra o risco da contração da Febre Amarela em áreas não endêmicas deste vírus.
Os cuidados são aqueles para o enfrentamento do mosquito vetor, Aedes aegypti. Não adianta você fazer apenas a sua parte, em sua casa. Fale com seu vizinho, com sua rua e todos para combater os focos do mosquito. Sem um trabalho de todos perderemos esta luta. Veja algumas atitudes.
Como os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências, qualquer recipiente como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos.
São algumas atitudes que devem ser tomadas:
– Evitar acúmulo de água parada em recipientes destampados. Portanto, jogar lixo em terrenos baldios pode gerar ambientes de foco
– Uso de repelente de insetos
– Uso de mosquiteiros pode contribuir durante momentos de sono
– Uso de roupas que cubram todo o corpo também pode ajudar.
 

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