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Como evitar corrimento vaginal em crianças?

Como evitar corrimento vaginal em crianças?

Não parece assunto comum, talvez pelo pudor gerado, mas os corrimentos vaginais em crianças é mais frequente que se imagina. Muitas mães ficam se perguntando quando a filha tem corrimento amarelo esverdeado: Minha filha está com Doença? será que está sendo abusada sexualmente? como será para examina-la? terá consequências futuras? e o que posso fazer para tratar?

De fato, em crianças antes da puberdade, que ainda não tenha tido sua menarca (primeira menstruação), o máximo que poderá acontecer é um corrimento brando, esbranquiçado e sem odor ou prurido (coceira).

“As vulvovaginites (infecções da vulva e da vagina) na infância se manifestam na forma de corrimento amarelo esverdeado, acompanhado ou não por coceira, assadura, ardência, e mais raramente ele pode vir com sangue”.

Tenha calma! Existem diversos fatores que podem levar uma criança a apresentar estes corrimentos, afinal mesmo quando crianças as mulheres já apresentam uma quantidade de microrganismos vaginais que podem ser alterados.

O estrogênio é um hormônio produzido pelos ovários que têm a função de desenvolver os caracteres femininos e, no caso da vulva (genitália externa feminina), gera algumas alterações que são fatores de defesa contra as vulvovaginites:

– Formação de pelos: inibe a entrada de microrganismos.

– Ampliam pequenos e grandes lábios, distanciando a entrada vaginal do ânus, grande fonte de infecção pela Escherichia Coli (bactéria comum no trato digestivo).

O abuso sexual não deve ser descartado, mas não é o fator gerador mais frequente destes corrimentos. Veja algumas situações que podem levar à uma vulvovaginite em criança:

– “Quando a criança utiliza um vaso sanitário de adulto, ela não alcança o vaso sem o auxílio das mãos, fato que leva a contaminação das mãos nos assentos sanitários. Além disso, ao terminar suas necessidades ela também usa as mãos e se “arrasta no assento para sair do vaso. Por isso uma criança não deve sentar-se em banheiros públicos. E em casa onde tem criança, os vasos sanitários devem ser bem higienizados.

– Na escola o papel higiênico pode estar em falta ou difícil para a menina alcançar quando vai ao banheiro, e por isso a higiene depois do “xixi e do cocô” nem sempre é boa. Além disso, com a pressa de brincar ela nem presta atenção na higiene correta – “coisas de criança!”.

 – A criança não presta atenção se as suas mãozinhas estão limpas quando sente algum desconforto vulvar, ela vai coçar sem se importar se estava brincando na terra, com animais, ou mesmo se “colocou o dedinho no nariz”.

– Quando elas brincam na praia as calcinhas frequentemente podem estar cheias de areia, e ao coçar os genitais a criança empurra para dentro da vagina estes grãozinhos de areia. Por isso após banho de mar é preciso trocar o maio e lavar com água corrente ou chuveirinho para remover a areia”.

Mas não se desespere, na maioria dos casos somente mudanças de comportamento higiênico sobre esses fatores já levam à cura do problema. Observe algumas ações que podem ajudar a evitar esses casos:

– Manter unhas curtas e limpas.

– Lembre-se que na escola as crianças vão ao banheiro sozinhas. Portanto mais importante do que você mesma limpar é supervisionar se ela se limpa direito e reforçar o modo correto de se limpar após fazer cocô (de frente para trás).

– Após o banho (caso ela tome banho sozinha) supervisione se as “dobrinhas“ da vulva foram adequadamente limpas e não apresentam uma “massinha branca” depositada nos lábios vaginais. Esta secreção acumulada causa coceira e mau cheiro. Complemente a limpeza com lencinho umedecido.

– Realizar troca de calcinha com maior frequência.

– Faça banhos de assento (com chuveirinho preferencialmente) usando sabonetes neutros (daqueles usados em bebê) pelo menos 2 x por dia (incluindo o banho) trocando a calcinha após o mesmo.

– Mantenha na pia do banheiro um sabonete líquido com ação bactericida (ele ajuda a “matar os micróbios”) para ser usado na lavagem das mãos e nos banhos de assento depois de fazer cocô.

– Dê preferência aos sabonetes líquidos pois tem menos chance de contaminação, além de terem um pH mais ajustado e ideal para a região genital.

Se apesar de todos esses cuidados os sintomas da Vulvovaginite não regredirem uma coleta especial para crianças, que não dói e nem agride o hímen pode ser feita, analisada e, consequentemente um tratada à base de medicamentos adequados para cada caso, passado pelo profissional da área da saúde e sem consequências futuras na saúde dela .

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Escuta Ativa: É possível construir adultos mais empáticos!

Escuta Ativa: É possível construir adultos mais empáticos!
Parece algo despretensioso, sem noção, mas que algumas pessoas usam isso com seus filhos e acreditam funcionar. Não passa de uma técnica denominada por Escuta Ativa que foi desenvolvida e estudada pelos psicólogos Carl Rogers e Richard E. Farson, que anos depois o, também psicólogo Thomas Gordon, escreveu um manual para aplica-lo: Parent Effectiveness training.
Umas das atividades que mais surte efeito sobre a personalidade das crianças quando em sua fase adulta seria o fato de conversar olhando a criança no mesmo nível de altura que ela, afirmam os pesquisadores. Essa postura, acreditam os teóricos, gera maior confiança e empatia (ato de se colocar no lugar do outro nas situações), além de fortalecer a auto estima da criança. O olhar de cima, falar em tom de voz ameaçador deixa a criança com grande possibilidade de desenvolver fobias sociais, auto estima baixa, timidez e arrogância em comportamentos na futura vida adulta.
Para alguns isso não deve ser uma técnica, mas uma postura diante da vida, de escutar as pessoas e nos colocarmos em seu lugar (empatia). Falar de adulto para adulto parece fácil apesar da sociedade em que vivemos não ser tão empática assim. Porém, com as crianças que não compreendem o mundo adulto ainda, onde a linguagem falada é a mais usada, essa parece ser uma técnica eficaz. Isso ganha mais força ainda tendo em vista que até os 12 anos de idade o mundo sensorial e perceptivo é diferente da vida adulta.
“O olhar é a prova mais evidente de que a pessoa está escutando, por isso é preciso se colocar à altura de seus olhos e assim a criança vai se sentir mais próxima dos pais, além de ajuda-la a empatizar com ela e mante-la mais calma”, afirma a teoria.
A busca insana por uma obediência sega nos afasta dos verdadeiros sentimentos das crianças. Os pais não buscam esse olhar-escutar e nunca vão entender o por que seu filho não quis ir à escola ou esbravejou para não ir embora da festa de aniversário do colega.
 
Se uma criança mostra um comportamento que não condiz com o que os pais esperam é porque muitas vezes ela quer se comunicar e essa comunicação nunca fora travada entre ela e os pais, jamais foi possibilitado o diálogo.
Uma criança com 4 a 5 anos não compreende ainda as leis da responsabilidade e talvez faça alguns comportamentos respeitosos mediante ameaça e medo, o que pode deixar sequelas psicológicas danosas de personalidade. Não entenderá as regras, apenas as seguirá por uma voz imposta de cima para baixo, não buscará soluções por si mesma, pois ficará ancorada no medo e nas ordens que poderia ter sido melhor trabalhado em uma Escuta Ativa.
                A Escuta Ativa é uma técnica que parece ser muito boa e usada por vários pais no mundo inteiro. O caso mais conhecido de comportamento paterno usando esta técnica vem da família real Inglesa. Várias pessoas já se perguntaram porque o príncipe Willian se agacha sempre que vai ter uma conversa com seu filho. Existe um propósito neste comportamento, a saúde mental e comportamental do filho dele está em jogo.  É embasado nesta teoria que ele age desta maneira, acredita funcionar.
                Como foi dito, esta é uma técnica que alguns acreditam funcionar muito bem, porém é óbvio que há diversos fatores (sociais, econômicos e psicológicos) que rodeiam o comportamento futuro de uma criança, não podendo assim ser atribuído total responsabilidade de formação da personalidade à determinadas atitudes da técnica da Escuta Ativa. Esta técnica poderá ajudar, em conjunto com outros fatores nesta busca por um filho psicologicamente mais saudável diante da sociedade atual.

Príncipe Willian e seu filho


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