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Secreção x Corrimento Vaginal: saiba cuidar da sua vagina!

Secreção x Corrimento Vaginal: saiba cuidar da sua vagina!

A vida e o corpo das mulheres apresentam muitas diferenças em relação à vida masculina, especialmente na genitália (órgãos sexuais), onde várias doenças acometem as mulheres com maior facilidade pelo fato de seu órgão ser interno, por tanto mais úmido e quente em relação ao do homem.

Um dos termômetros para a mulher perceber uma alteração vaginal é a presença de corrimento, já que nem sempre essas alterações cursam com prurido (coceira) ou dor no início. Neste sentido, como saber se as secreções que estão saindo da vagina são fisiológicas (normais) ou corrimento patológico? quais são os principais fatores que levam à uma alteração das secreções vaginais? e como tomar algumas atitudes que podem diminuir esses problemas?

A vagina, genital interno da mulher, é um ambiente naturalmente quente, úmido devido à secreção de glândulas localizadas próximas aos pequenos lábios, e ligeiramente ácida devido secreções de ácido láctico pelos bacilos de Doderlein, bactérias naturais da vagina. Essa mistura de secreções glandulares e dos bacilos confere um PH (potencial de Hidrogênio) adequado para a vivencia de um conjunto bacteriano natural vaginal.

A eliminação dessa secreção vaginal monta características que podem fazer a mulher perceber quando houver alterações. Desta forma os eliminados são normais quando:

–  Transparente.

– Sem odor forte.

– Viscosa, parecida com clara de ovo.

– Incolor ou branco bem claro.

– Não geram coceira.

O volume dessas secreções variam de acordo com a fase do período menstrual (entre os 28 dias do ciclo) e estarão aumentadas ou diminuídas de acordo com as alterações dos hormônios estrógeno e progesterona, tendo em vista que estas secreções tem a função de lubrificar a parede vaginal, proteger contra lesões e facilitar o fluxo do espermatozoide para a fecundação. Preste atenção também neste ciclo.

As secreções serão entendidas como corrimento patológico quando:

– Esverdeado, acinzentado e fétidas, indicando crescimento de tricomonas vaginal, protozoário de transmissão sexual muito frequente como gerador de vulvovaginites.

– Branco espesso com grumos semelhante a leite, indicativo de candidíase vaginal, fungo que se prolifera devido a umidade, acidez, péssima higiene íntima, relação sexual desprotegida ou sistema imunológico baixo.

– Produzirem mau cheiro, ardor ao urinar, coceira e dor na relação, podem indicar vaginose bacteriana, geralmente a gardnerella, uma bactéria natural da vagina mas que pode ser patológica em condições de acidez e umidade alterados.

Fique claro aqui que muitos dos corrimentos não precisam de uma relação sexual para acontecerem. Como dito antes, alguns hábitos podem ajudar a flora bacteriana normal vaginal ou modifica-la, veja alguns:

– Realizar duchas e limpeza com produtos íntimos com muita frequência: elimina bacilos de Doderlein e estimula o surgimento de outros microrganismos, tendo em vista que estes bacilos produzem ácido que regula o PH vaginal.

– Usar roupas muito apertadas e Lycra por tempo prolongado: eleva a temperatura e a umidade vaginal.

– Lavar calcinhas com diversos produtos químicos como amaciantes e água sanitária: estes se fixam no tecido e podem gerar vaginites químicas. Der preferência ao sabão neutro para lavar roupa íntima.

– Manter relação sem preservativo: como os sintomas destas infecções no homem não costumam aparecer, devido seu órgão ser externo e não oferecerem um ambiente úmido e quente, pode ser passado por via sexual sem que o casal tenha conhecimento da infecção masculina.

– Demora na troca de absorvente íntimos: ideal trocar entre 4 a 6 horas

– Usar protetores de calcinha diariamente: eleva a temperatura e facilita a proliferação de fungos como a candida.

– Usar produtos eróticos intra vaginais sem os devidos cuidados e higiene.

Todas as infecções que relatamos anteriormente são passivos de tratamento e requerem uma consulta ao serviço de saúde. Procure fazer seus exames preventivos de colo uterino e mantenha a sua saúde em dia. Outros corrimentos também podem decorrer de ulcerações ou tumorações que podem ser discutidos em outro momento. Compartilhe e ajude para a saúde de outras mulheres.

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Papanicolau: sua saúde é mais importante que sua vergonha!

Papanicolau: sua saúde é mais importante que sua vergonha!

Ainda é muito frequente os diagnósticos de câncer de colo uterino em nossa sociedade. Diariamente são emitidos diagnósticos neoplásicos malignos em mulheres ainda jovens e que poderiam ter tido detectado antes qualquer alteração e realizado, com atenção, seus cuidados precocemente.

Quando se pergunta às jovens, principalmente as que ainda não tiveram filhos, sobre o por que nunca fizeram este exame antes, a resposta é quase unanime: tenho medo de doer e tenho vergonha.

O Papanicolau, preventivo de colo uterino ou colpocitologia oncótica é um exame realizado nos serviços de saúde, gratuitamente, que tem por finalidade a prevenção ao câncer do colo do útero (principalmente causado pelo papilomavírus humano, ou HPV).

Simples e rápido este exame é realizado por um profissional capacitado (Médico ou Enfermeiro) que usa, resumidamente, um instrumento chamado espéculo na vagina (conhecido popularmente como “bico de pato”, devido ao seu formato).

É feito uma inspeção na parte externa e nas paredes internas da vagina e colo do útero buscando alterações de padrão. A seguir, o profissional provoca uma pequena descamação da superfície externa e interna do colo do útero, com uma espátula de madeira e uma escovinha, respectivamente. As células colhidas são colocadas numa lâmina de vidro (para microscópio) que será encaminhada para análise em laboratório especializado.

Espéculo, Espátula e Escovinha

O ideal é que as mulheres que já tenham iniciado sua vida sexual, mesmo que não tenham filhos ou que não sejam casadas, devam buscar o serviço de saúde, superar o pudor e o medo deste exame que é tão simples e importante.

Algumas orientações são fundamentais para que este exame seja realizado com sucesso:

  • Não manter relações sexuais (mesmo com camisinha) nas 48hs antes;
  • Evitar duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais (por exemplo, espermicidas)
  • Não realizar exame ginecológico de outra qualidade, como o de toque.
  • Não está menstruada, a presença de sangue na lamina interfere no resultado.

Observações:

  • A gravidez não restringe a realização do exame e, desta forma, durante a gestação também pode se colher amostra do colo para o exame.
  • Mulheres virgens também podem fazer, caso seja recomendado com grande necessidade. Porém essa coleta é feita de forma diferente da convencional.

De acordo com alguns profissionais este exame deve ser realizado a cada ano, podendo se estender por mais tempo (2 em 2 ou 3 em 3 anos) ou com maior frequência (6 em 6 meses), dependendo do resultado de 3 exames consecutivos e seus resultados.

Sua saúde é mais importante que o seu temor! Procure o serviço de saúde mais próximo e veja seu agendamento. Todos os postos de saúde do Brasil têm este serviço de forma gratuita.

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Gravidez: Eu posso ir à academia?

Gravidez: Eu posso ir à academia?

O quanto é comum visualizar uma gestante realizando uma caminhada? você já conseguiu ver uma grávida em uma academia malhando? Será o exercício prejudicial no período gestacional? finalmente, até que ponto uma mulher em estado gestacional pode realizar atividades? quais os exercícios que devem ser evitadas neste período?

É de conhecimento da população, nos dias de hoje, que o nosso corpo em atividade consegue proporcionar uma melhor qualidade de vida. No entanto, mesmo assim, boa parte da sociedade brasileira ainda trata o período gestacional como doença.

Privando a mulher de realizar diversas atividades físicas em detrimento do não desgaste no desenvolvimento da criança, esses conceitos estão, na verdade, gerando um estado de inércia que pode se tornar perigoso para a saúde da futura mamãe e do bebê.

Afirmar que uma mulher que não praticava nenhum tipo de exercício antes de engravidar deve se tornar uma atleta na gestação é muito exagero e perigoso. Porém, atividades leves como caminhada e hidroginástica vai ajudar na prevenção, principalmente, da Diabetes gestacional e Eclâmpsia (condição em que ocorre convulsões e elevação da pressão arterial na gestação).

 Isso implica em dizer que, quanto maior a atividade física que a mulher tinha antes da gravidez, mais elevado será o grau de atividade que ela poderá fazer durante a gestação. Com acompanhamento de um profissional da educação física e mediante uma gestação sem riscos clínicos para a mãe e o bebê a presença destas grávidas em academia devem se tornar mais comum.

O ideal mesmo é que, se a mulher está pensando em ter um filho e não realiza atividades físicas, ela inicie imediatamente no sentido de melhorar seu condicionamento para poder prevenir, principalmente, as duas doenças que falamos anteriormente.

Os benefícios da atividade física orientada durante a gestação são muitos:

–  Menor risco para obesidade.

–  Fortalecimento musculoesquelética e cardiorrespiratória.

–  Menor risco para doenças cardiovasculares.

–  Maior satisfação com sua autoimagem e maior autoestima.

–  Reduz o cansaço que grande parte das gestantes sentem.

– Fortalecimento da musculatura do parto (abdômen e períneo).

            Desta forma veja algumas dicas que podem te ajudar a encontrar, junto ao serviço de saúde e ao educador físico que te acompanha, a sua forma ideal de melhorar seu condicionamento.

A ginástica localizada é uma boa escolha. Faça de duas a três vezes por semana, de 50 a 60 minutos;

Evite exercícios que mantêm você por muito tempo em pé. Esse tipo de atividade física pode dificultar a circulação sanguínea, causando queda de pressão e mal-estar;

Evitar os steps. O período gestacional deixa as articulações mais vulneráveis à lesões;

– Não muito intensa nos exercícios. Em grandes esforços o fluxo sanguíneo no organismo diminui, o que reduz a passagem de nutrientes e oxigênio para o bebê;

 A cada trimestre suas atividades deverão ser mudadas, pois a adaptação respiratória, cardíaca e renal requerem uma diminuição gradual de intensidade dos exercícios.

– Quanto à realização de abdominais existe muitas divergências ainda. Muitos acreditam não haver danos ou risco de nascimento prematuro, liberando esta prática de forma cautelosa.

– Estudos recentes sugerem que os exercícios durante a gravidez ajudam no desenvolvimento do sistema nervoso do bebê;

– Musculação com cargas leves e acompanhada do professor de educação física também pode ser realizada.

“Minha esposa, Jesana Christina, realizou todos os exercícios de musculação, de forma mais leve, até 8 meses e alguns dias e tivemos uma gravidez tranquila” afirma o Educador Físico Zeno Wictorello, proprietário da Forma Fit Academia de Felipe Guerra, e que nos ajudou a revisar este texto.

Zeno, Jesana e sua filha

            “Os exercícios promovem uma série de benefícios a sua saúde (e do seu bebê). Ajudam também a relaxar, controlar a ansiedade, reduzir o inchaço e as dores musculares (principalmente na região lombar), além de auxiliar no controle arterial”, afirmam os especialistas. Por tanto se você está grávida ou conhece alguém neste estado, contribua com a saúde e busque orientação do serviço de saúde e do profissional da educação física e inicie imediatamente as atividades recomendadas.

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Candidíase: entendendo e cuidando!

Candidíase: entendendo e cuidando!
Muitas mulheres já se sentiram envergonhadas frente ao companheiro, a uma amiga ou ao profissional de saúde para falar sobre um corrimento vaginal. Ou pelo pudor, imposto pela sociedade machista, ou por desconhecimento de como este corrimento surgiu, o fato é que muitas mulheres deixam de se cuidar direito.
São vários os fatores e microrganismos que podem geram corrimento vaginal, cada um com suas características, porém, a cândida albicans é um dos mais comuns agentes geradores dos corrimentos vaginais. Também conhecida por monilíase vaginal, a candidíase vaginal é uma doença ocasionada por fungo, o Candida ou Monília, gerador de um corrimento espesso, grumoso (forma de grumos como leite coalhado) e esbranquiçado, geralmente acompanhado de irritação da parede da vagina.
 
Este fungo faz parte de nossa flora intestinal, mas como fica próximo à região genital, pode também ser encontrado em pequenas quantidades na vagina, gerando diversos sintomas e desconfortos quando encontra condições para se desenvolver e multiplicar-se. Estes fatores alteram o ambiente vaginal, ampliando a temperatura e diminuindo os agentes de defesa do organismo, gerando grande proliferação destes fungos, levando ao corrimento característico já citado.
Estes sintomas não são apenas constrangedores. A acidez aumentada na vagina devido a cândida impossibilita a gravidez, pois os espermatozoides não sobrevivem à tal ambiente. Já a inflamação gera fortes dores ao urinar e também durante as relações sexuais.
Se engana quem pensa que a candidíase só gera sintomas em mulheres. É fato que a umidade e temperatura vaginal, pelo fato de ser um órgão interno, possibilita melhor a proliferação dos fungos, porém, uma grande quantidade deste fungo pode gerar sintomas como Inchaço, dor e vermelhidão na glande e prepúcio (cabeça do pênis e o pelo que a cobre).
 
Veja alguns fatores que ajudam este fungo a se desenvolver nas mulheres:
 
– Tomar Antibióticos em demasia: destrói a flora bacteriana natural da vagina e facilita proliferação do fungo.
– Gravidez: eleva umidade vaginal
– Diabetes
– Outras infecções (fragiliza o sistema imunológico)
– Deficiência Imunológica (diminuição das células de defesa do nosso corpo)
– Uso de Corticoides (diminuem as nossas células de defesa)
– Relação desprotegida com pessoa contaminada
– Roupas e estilos (apertadas, biquines molhados, Lycra e roupas de academia que elevam a temperatura vaginal.
– Duchas vaginais frequentes (a flora de microrganismos da vagina é natural, tentar reduzir pode gerar esse desequilíbrio).
               Mulheres que associarem estes fatores à uma péssima alimentação e conviver em ambiente que gera stress podem passar por infecções frequentes. Neste caso deve-se fazer uma investigação mais apurada sobre os fatores que estão gerando essa recorrência para que seja possível minimizar e diminuir os quadros da doença.
 
Não se pode definir a candidíase como uma doença sexualmente transmissível, já que Mulheres virgens ou sem relação sexual há anos podem ter episódios de candidíase vaginal. Neste sentido, apenas evitar relação sexual desprotegido não é garantia de que não haverá infecções pela cândida.
Existe tratamento com medicamentos para estes casos. O mais comum é o Fluconazol de 150mg em dose única, por via oral. No entanto, o uso de cremes vaginais como o Miconazol a 2% e Clotrimazol a 1% tem mostram melhora mais rápido dos sintomas. A redução da inflamação e do corrimento demora de 24 a 48 no tratamento via oral. Lembrando que, se não fizer o tratamento oral no homem, ele será uma fonte de contaminação constante. Procure o serviço de saúde e siga as orientações da equipe de saúde. este texto não serve como consulta para automedicação.
Como agora você já sabe que a candidíase e seus sintomas podem diminuir sua qualidade de vida está na hora de ver todos os fatores citados acima e buscar cuidar-se mais para viver melhor. Compartilhe com suas amigas e amigos.
 

 

 
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Fio dental pode trazer problemas à saúde

Fio dental pode trazer problemas à saúde
É inegável que a sensualidade nas relações de hoje é fundamental, como também fora no passado. Cada vez mais os modelos de roupas fabricadas para aguçar os instintos ganham mais visibilidade e faz com que as mulheres fiquem mais confiantes na hora da conquista. A calcinha é peça muito utilizada nos jogos de sedução entre os casais e por isso faz tanto sucesso.
Porém, alguns estudos mostram que o uso indiscriminado das calcinhas fio dental têm trazido grandes riscos à saúde e que é preciso ter mais cuidado no uso e seguir algumas orientações para poder minimizar estes problemas. Pensando somente em como vai ser atraente as mulheres estão usando as langeries à toda hora e todos os dias da semana, sem saber que pode está ponde em risco a sua saúde e o bem estar.
“Usar calcinha fio dental todos os dias é perigoso porque pode aumentar o risco de feridas locais em função do atrito com o tecido, além de dificultar a respiração da pele e deixar a vulva mais exposta”, explica a ginecologista Claudia Leitão. 
Dentre os riscos está o surgimento de Hemorroidas em pessoas que já têm tendência ao problema, visto que o atrito e a pressão gerada pelo tecido sobre a região das veias anais que podem dilatar, levará, seguramente ao agravamento do problema.
Nestes casos o uso de calcinhas de fio naturais geram maior conforto, pois possibilita melhor ventilação e respiração da pele na região íntima. Diminuir o tempo de uso tanto do fio dental quanto dos tecidos sintéticos, que têm maior possibilidade de aquecimento na região anal e vaginal, é outra medida importante. 
 
Sendo assim as mulheres devem evitar o uso indiscriminado das peças íntimas em Lycra, Cetim, Microfibra e Seda, deixando apenas para as ocasiões especiais. A Dra Claudia fala em 5 situações que a mulher não deve fazer uso do fio dental:
1- Gravides: Como as gestantes têm maior propensão às infecções o uso do fio dental facilita a ida de micro-organismos da região anal para a vaginal, gerando infecções gênito urinárias, as quais podem possibilitar parto prematuro.
 
2- Ginástica: As roupas de Lycra usados para as atividades físicas geram baixa oxigenação na região genital e anal, somando esse fator à umidade gerada pelo suor e à facilidade de trafego dos micro-organismos anal vaginal o risco é triplicado ao surgimento de vulvovaginites.
3- Menstruação: Além de ser incomodo, a calcinha fio dental não acomoda o absorvente adequadamente, facilitando vazamento, e pode conduzir a cordinha do mesmo para a região anal
4- Ir às compras: Como a região não fica bem coberta e protegida com a calcinha fio dental o provar algumas roupas pode gerar um risco de contrair bactérias e outros germes deixados por outras pessoas que provaram aquela roupa anteriormente.
5- Usar saia curta: Usar esta vestimenta estando de fio dental pode por em risco sua saúde quando for sentar em alguns lugares públicos como banco de praças, bancos de ônibus e outros, pois a exposição pode facilitar infecções.
Compartilhe essa informação com suas amigas e contribua com sua saúde seguindo essas dicas.
 
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Varizes: Saiba mais para poder evitar

Varizes: Saiba mais para poder evitar
Você já deve ter sentido na pele ou visto alguma mulher reclamar do aparecimento de veias finas que surgem, muito claramente em pessoas brancas, e bastante frequente nos membros inferiores, gerando incomodo físico e emocional. Mais conhecido como varizes, este é um quadro que não só é preocupante pela parte estética, como principalmente pelo lado da qualidade de vida que a pessoa acometida deve ter.
Varizes são veias dilatadas que geralmente ocorrem na parte mais superficial da pele. A causa mais comum de varizes é a influência genética, uma vez que existe forte predisposição familiar. Pode-se herdar veias mais frágeis que ao passar a idade, associando à fatores de risco, predispõem ao aparecimento das varizes.
 
Elas se caracterizam por mudanças na forma, comprimento e calibre das veias. Elas se tornam dilatadas e tortuosas e perdem sua função de conduzir com eficiência o sangue no sentido de retorno ao coração” relatam os especialistas.
 
Em sua maioria são pessoas que não referem sintomas iniciais, apenas um desconforte estético, mas que com o passar do tempo podem apresentar fadiga, um desconforto doloroso, inchaços na região do tornozelo, câimbras e inquietação nas pernas.
 
Algumas vezes esses pequenos vasos podem denotar um problema mais sério (Veias profundas danificadas, coágulos sanguíneos, fístulas venosas), Porém a sua maior incidência está associada, além do fator genético, à vários fatores do cotidiano das pessoas:
 
Hereditariedade: fatores genéticos familiares te levam a ter maior ou menor predisposição ao surgimento das varizes. observe se em sua família é um problema frequente e fique atento para diminuir as chances de desenvolver em você. 
 
Gestação: A compressão venosa ilíaca que ocorre devido ao crescimento uterino, principalmente nos últimos meses da gravidez possibilita e facilita essas novas formações venosas. Por isso as atividades de elevação de membros inferiores, massagens e uso de meias próprias melhoram neste quesito. 
 
Sexo Feminino: fatores hormonais, a grande variação de peso e terapia de reposição hormonal é o que alguns pesquisadores acreditam fazer com que as mulheres sejam 4 vezes mais afetadas que os homens.
 
Obesidade: a elevação do peso contribui no sentido de dificultar o fluxo de retorno venoso, devido aumento da pressão abdominal sobre as veias  e com isso facilita o surgimento das varizes. 
 
Sedentarismo: As atividades físicas melhoram a circulação sanguínea e acelera o fluxo de retorno venoso e diminui a congestão sanguínea nas pernas. Manter seu corpo sem atividades eleva sua pressão e consequentemente facilitará o surgimento das varizes. Mantenha uma atividade física regular e muitos especialistas já defendem a tese de que a musculação não facilita o surgimento deste problema.
 
Tabagismo: As toxinas do cigarro agridem e deixam as veias mais frágeis. Gerando elevação na pressão sanguínea também contribui para o surgimento das varizes.
 
Ficar em pé por tempo prolongado: mulheres que trabalham em atividades que as mantêm de pé por muito tempo devem buscar movimentar-se para diminuir a congestão venosa, tendo em vista que o movimento ajuda no retorno do sangue ao coração.
 
Idade: quanto mais velho vai ficando nosso corpo maior é o processo fisiológico de defesa contra as isquemias (diminuição sanguínea para alguma área do corpo) em órgãos importantes. A Angiogênese que é muito importante na revascularização em órgãos como o coração também acontece, ainda não se sabe exatamente como, nas partes periféricas de nosso corpo.
 
Temperatura: As veias se dilatam em temperaturas mais elevadas, por isso países mais frios a incidência de varizes é menor. por isso se você tem predisposição familiar deve evitar frequentar saunas e muito tempo de exposição ao sol.
 
Além destes cuidados, buscar uma dieta rica em frutas e legumes vai ajudar bastante no sentido de fortalecer as veias. Uma das frutas conhecidas por nós que melhora para quem já é acometido por varizes é o abacaxi. Nele existe uma proteína chamada Bromelaína que atua quebrando a fibrina. A pessoa acometida com varizes têm maior dificuldade de quebrar a fibrina, que, por sua vez, vai se acumulando nos tecidos próximos à varizes, deixando a pele mais endurecida naquela localidade.
Temos 5 dicas que pode melhorar no cuidado preventivo como também no tratamento das varizes:
  • Exercício físico
  • Emagrecimento
  • Evitar o uso de roupas apertadas
  • Elevar as pernas sempre que possível
  • Evitar longos períodos em pé ou sentado.
Além desta dicas, se você sofre com esse problema ou tem predisposição genética à desenvolver, será muito importante procurar o serviço especializado para poder realizar melhores cuidados. 
 
 
 
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Orgasmo feminino: por que parece tão distante?

Orgasmo feminino: por que parece tão distante?
Seguramente você já deve ter se perguntado porque o orgasmo na mulher demora mais a ser alcançado, se esse questionamento não vagou a sua cabeça ainda é porque talvez você seja um egoísta sexual, desculpem tal afirmação, mas se em uma relação à 2 a sua preocupação paira somente sobre você, sobre seu prazer, talvez você já esteja sendo julgado de  “ruim de cama”.
Ao Longo dos anos, principalmente depois que as mulheres conquistaram maior independência, onde elas também entraram na luta pelos prazeres que a vida oferece, vem se tentando entender por que o orgasmo feminino é tão difícil de ser alcançado.
De acordo com a ginecologista Viviane Monteiro, as causas orgânicas são responsáveis por cerca de 20% a 40% das disfunções sexuais femininas. Fatores como o  tabagismo, álcool e dependência química; uso de tranquilizantes ou de anticoncepcionais de baixa dosagem por tempo prolongado; doenças vasculares; diabetes; endometriose; miomas e a menopausa, caracterizada por sintomas como atrofia genital, menor fluxo sanguíneo, diminuição da produção de estrogênio e ressecamento vaginal, são grandes responsáveis orgânicos.


No entanto, a grande maioria das disfunções orgásmicas, segundo alguns especialistas, se encontra dentro da cabeça, com tabus e comportamentos machistas que ainda rondam a sociedade, dentro do psicológico de cada um.
O sexo não é só uma questão de prazer, é uma questão que também traz benefícios à saúde feminina. “O ato sexual regula hormônios variados ligados ao bem-estar, entre eles a dopamina, a ocitocina, o cortisol, o estrogênio e a testosterona. Manter uma vida sexual regular pode rejuvenescer a aparência devido ao aumento do nível de estrogênio”, observa a especialista Viviane Monteiro.
Desta forma é preciso entender que a vida sexual feminina é importante para sua qualidade de vida e que, por tanto, deve ser preservada e buscada varias formas de conduzir este problema. Veja alguns fatores que acreditamos, e concordamos com os especialistas, fazer parte deste travo na sexualidade feminina:

História familiar: Mulheres de uma educação muito rígida, que prega que o sexo é uma coisa suja, podem ter maiores dificuldades para chegar ao orgasmo. Ela se acha fazendo o errado e não se permite se entregar a essas sensações.
 
Falta de diálogo: A troca de ideias sobre o íntimo, seus desejos e curiosidades é fundamental para o conhecimento. Não permitir a troca de informações dificultará o encontro dos pontos de prazer por parte do parceiro.
 
Perfil controlador: Mulheres que têm o hábito de controlar tudo também podem ter dificuldade durante a relação sexual. “No sexo, é preciso se deixar levar pelas sensações e pelas fantasias, e algumas mulheres não conseguem sair da realidade”, observa a especialista Viviane Monteiro.
 
Falta de confiança no parceiro: outro empecilho neste sentido é a desconfiança – se a mulher não está 100% segura com o parceiro, a dificuldade em se entregar é muito maior.
 
Desconhecimento do próprio corpo: A mulher que não se toca, não se conhece, não sabe que região do corpo dá prazer. Isso gera grandes barreiras no contato com o outro. O órgão genital feminino é um tabu desde criança.
 
Transferir toda a responsabilidade para o parceiro:,A mulher é responsável pelo seu prazer. Muitas vezes ela deixa na responsabilidade do parceiro e ele não conhece tanto assim a mulher, por isso é importante que ela se conheça pra ensinar o parceiro. Tem que existir parceria, conversar sobre a sexualidade principalmente.
 
Fazer sexo só para agradar: muitas mulheres ainda fazem sexo para satisfazer a vontade do homem unicamente, e não ela própria. Diferente dos homens, nas mulheres o ciclo menstrual possibilita dias em que a mulher não tem tanto desejo pela atividade sexual. Soma a isto o fato da ejaculação muitos  rápida  acaba não gerando vontade na mulher de fazer novamente pelo receio de repetir as mesmas coisas.
 
Posições: de acordo com a ginecologista Viviane, posições que estimulam o clitóris são as mais indicadas. “É o caso da posição em que a mulher fica por cima, sobre o parceiro. Nessa posição, durante a penetração, o clitóris é estimulado ao entrar em contato com a região pubiana do homem. Além disso, ela tem o domínio dos movimentos e velocidade, e pode escolher formas e intensidade de chegar ao seu prazer”.
 
Liberando a fantasia:  Deixar a mente feminina criar contos, usar de recursos, como vibradores e adornos da preferencia delas pode contribuir na hora de estimular o orgasmo. Isso vai depender dos desejos da própria mulher, algumas podem não gostar e isso deve ser respeitado.
 
Terapia: nos casos em que a mulher tem muita vergonha de resolver sozinha ou com o parceiro suas questões sexuais, a terapia poderá ajudá-la a entender de onde vêm os seus medos. Buscar um serviço capacitado pode melhorar essa relação e a qualidade de vida da do casal.
 
Muitos destes problemas moram no preconceito que ainda permeia a vida das mulheres e dos homens. A vida sexual dos homens, ao contrario das mulheres, é muito estimulada, em muitos casos com prostitutas contratadas por parentes que estão ali apenas pelo dinheiro, gerando um sentimento egoísta que vai durar a vida sexual inteira daquele jovem,  fator que também contribui para que esse problema se perpetue.
 
É preciso um tempo e um grande trabalho junto à educação sexual machista que impera sobre a sociedade, onde a mulher sempre foi tratada como objeto de prazer e conduzida desprovida de desejos. Aos homens e mulheres que estão lendo este texto espero que façam algo que possa modificar e rever seus comportamentos que afetam e muito na qualidade de vida, principalmente da parcela feminina.

Existem milhares de fórmulas prontas que podem até facilitar para alguns casais chegarem a conseguir proporcionar o orgasmo feminino, porém acreditamos que cada mulher deve se conhecer melhor, discutir com o companheiro e entender quais são seus desejos, suas sensibilidades e, só assim, construir seus próprios métodos e formas de gerar prazer dentro da relação ao ponto de que o orgasmo seja algo natural e muito mais comum do que acontece nos dias de hoje.

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