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O cérebro: será um vilão dos conflitos entre casais?

O cérebro: será um vilão dos conflitos entre casais?

Muito se fala em relacionamentos falidos, casais que pareciam viver tão bem acabarem sua convivência, muitas vezes por coisas ditas banais. São muitas as explicações que levaram ao término: “já não nos entendíamos mais”, “meu marido só pensa em sexo, é um doente”, “minha esposa fala demais, quer uma explicação para tudo”.

De fato é muito complexo encontrar um fator único que gere o afastamento das pessoas, somos seres sociais (que vivem em conjunto) e por tanto estamos fadados aos conflitos, lutas de interesses, principalmente no capitalismo onde os valores individuas se sobressaem ao da coletividade.

É fato conhecido pela ciência haver diferenças anatômicas e funcionais, neste caso, no cérebro humano que podem nos dar várias explicações sobre alguns desentendimentos entre casais e que podem, à medida que as pessoas compreendam, melhorar ou até evitar grandes desavenças entre os sexos.

O cérebro humano, parte do sistema nervoso central responsável pelo processamento, armazenamento e resposta aos estímulos externos, apresenta diferenças em sua anatomia e, consequentemente sua funcionalidade.

O córtex cerebral é onde se armazena tudo que pensamos, que falamos, a fisionomia das pessoas, os nomes, nossos prazeres e tudo que nosso corpo desempenha. Essa estrutura de armazenamento apresenta áreas definidas (área responsável pela fala, pela resposta muscular, pelos desejos e etc.

É justamente nessa divisão funcional onde existe várias diferenças entre o homem e a mulher, veja algumas delas:

– As áreas responsáveis pela fala e audição são bem menores no homem do que na mulher. Elas usam os 2 hemisférios cerebrais enquanto os homens apenas o dominante. Muitas mulheres reclamam nunca serem ouvidas pelos homens, gerando grandes discussões.

– A área visual, orientação no espaço, é maior nos homens. Por isso muitas vezes as mulheres são mais cautelosas no trânsito, com maior dificuldade em orientação espacial elas acabam sendo mais lentas. Não estamos discutindo quem dirige melhor aqui. O fato da área visual ser mais apurada no homem explica as situações dele olhar quando uma mulher passa ao seu lado, ou quando eles preferem manter relação sexual no claro.

– Somado ao campo visual masculino está a área cerebral responsável pelo sexo, mais desenvolvida nos homens que nas mulheres.

– A área responsável pelo tato é mais apurada nas mulheres que nos homens. Essa sensibilidade não é muitas vezes entendida pelos homens e gera vários problemas de relacionamentos.

– O cérebro feminino requer maiores explicações das coisas, enquanto os homens são mais diretos, pragmáticos.

– O corpo caloso, estrutura de fibras nervosas que leva informações de um hemisfério cerebral à outro, chega a ser 30% mais nas mulheres. Fator que pode facilitar com que as mulheres realizem mais de uma função ao mesmo tempo, enquanto os homens dificilmente façam isso.

Que fique claro que essas explicações anatomofuncionais do cérebro não é para dizer qual sexo é melhor ou pior que o outro, ou que todos os relacionamentos acabaram por causa disto. Serve para esclarecer que se pegarmos essas diferenças e trabalharmos em conjunto, com os casais, podemos entender muitas desavenças, ser mais tolerantes e minimizar diversos conflitos com a aceitação e discussão desses impasses.

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Apetite sexual: medicamentos só ajudam?

Apetite sexual: medicamentos só ajudam?

Quantas vezes você já escutou alguém dizer que sua mulher “baixou o fogo,” ou que “meu marido não dar mais no couro”. Essas são reclamações constantes, principalmente nas pessoas de meia idade e que tem gerado uma grande queda na qualidade de vida dessa camada da população.

O baixo apetite sexual é muito comum em pessoas de relacionamentos mais longos, o que faz surgir aquelas explicações: “É normal quando se casa diminuir”! “o tempo de casado faz isso com a gente”, “Isso é de família, minha mãe também parou de sentir desejo cedo.” Será essa perda do apetite sexual relacionada apenas à essas condições sociais e familiares? Não haveria outros fatores que contribuem com esse problema? O que fazer para melhorar a qualidade de vida neste sentido.

O desejo sexual é algo controlado tanto por fatores hormonais como também pelas relações psicológicas criadas na vida de relações. No entanto, grande parte destes problemas tem relação com o uso de medicamentos que são prescritos para resolver outros problemas de saúde que afetam aquela pessoa. Veja os mais comuns:

Ansiolíticos e Ante Depressivos: Estes medicamentos são prescritos pelos médicos para tratamento de ansiedade.  Também chamados de tranquilizantes, atuam reduzindo a atividade do Sistema Nervoso, sobre os Neurotransmissores, gerando também uma inibição do desejo sexual. O Diazepan, Clonazepan (Rivotril) e Amitriptilina (LImbitrol) são alguns dos mais utilizados.

Anti-hipertensivo: Como próprio nome já diz, esses medicamentos vão atuar de forma que tenha uma redução da pressão arterial. Desta maneira, como para haver uma relação sexual o nosso corpo tem que proporcionar uma certa aceleração cardíaca e elevação da Pressão, no sentido que o sangue circule nos genitais e possibilite a ereção, estes medicamentos acabam reduzindo a vontade, principalmente nos homens, em ter uma relação. O captopril, atenolol, propranolol e o enalapril, quando em dosagens altas, geram muito esse problema.

Anticoncepcional: os comprimidos podem ser uma combinação dos hormônios estrógeno e progestágeno (similar à progesterona), ou ainda apenas de progestágeno – no caso das minipílulas. É um dos métodos anticoncepcionais mais comuns. Esses métodos atuam de várias formas para impedir a gestação: diminuição da viscosidade vaginal (gera desconforto na relação e desestímulo ao casal devido o ressecamento). Também bloqueiam a ovulação e, neste caso, é justamente no período ovulatório que as mulheres mais sentem desejo.

Essa nossa informação não está sendo trazida para que as pessoas evitem o uso desses medicamentos, mas sim para que sejam buscadas formas de tratamentos alternativos, reduzindo cada vez mais o uso indiscriminado destas substancias sem um acompanhamento do serviço de saúde. Também existem outros efeitos adversos destas substancias que podem prejudicar a qualidade de vida de quem faz uso abusivo e que não estão sendo trabalhados neste texto.

Veja algumas alternativas para conseguir reduzir o uso de ansiolíticos com sua equipe de saúde para não sofrer tanto:  Fazer caminhada, participar de grupos organizados pela equipe de saúde da sua comunidade e buscar momentos de lazer podem ajudar a superar ou minimizar o problema e o uso destas drogas serem reduzidos.

Em relação aos anti hipertensivos a alternativa seria buscar, através da alimentação e de atividades físicas, controlar a pressão e poder discutir junto à equipe o desmame, quando possível, destas drogas.

No caso dos anticoncepcionais orais deve se avaliar cada caso e ver se o uso deste método está reduzindo muito o apetite sexual, buscando, junto ao serviço de saúde, uma alternativa com outro método.

Sabemos que não podemos pôr a culpa totalmente da redução do interesse sexual nos medicamentos. Problemas de ordem econômica e social são grandes geradores deste problema e para isso trazemos algumas dicas que podem ser úteis na sua mudança de vida sexual:

Exercício aeróbico: melhora o fluxo sanguíneo para os órgãos sexuais, impulsiona seu humor e aumenta os níveis de endorfinas (neurotransmissores conhecido por ser responsável pelo bem estar).

Evite prolongar discussões: Muito estresse aumenta os níveis do hormônio cortisol (hormônio do stress), que afeta a libido e o apetite sexual.

Inove:  Fazer novas experiências tanto dentro como fora do quarto podem impulsionar a química do cérebro chamada dopamina, que ajuda a libido.

Alimentação: Alguns estudos mostram que alimentos como mamão, nozes, sementes de abóbora, castanha, carne de peru e ostras têm substancia que ajudam a melhorar e regular o apetite sexual. A ingestão de grandes quantidades não é garantia de melhora do problema.

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