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Azia: entenda como evitar

Azia: entenda como evitar
Nos dias atuais é frequente termos, em meio aos familiares e amigos, pessoas que sofrem com ardência no esôfago (estrutura que conduz alimentos da boca e faringe ao estomago), conhecida como esofagite, cujo principal sintoma é a azia (queimação).
Esses quadros, nos últimos anos, estão em uma crescente decorrente, principalmente do padrão alimentar muito rico em alimentos gordurosos e condimentados, o abuso na ingestão de álcool e tabagismo.
O grande número de obesos também é fator, junto aos outros já citados, para deixar os quadros de Refluxo Gastresofágicos (retorno alimentar do estomago para o esôfago) como alarmante, de 10 a 20% da população brasileira, segundo pesquisas recentes.
“O número de casos com Doenças do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) tem vindo a aumentar, nas últimas décadas devido á alteração dos hábitos alimentares, ao aumento da incidência da obesidade, ao excesso de consumo de bebidas alcoólicas e ao tabaco”, afirmou Luís Novais, gastroenterologista.
Esse refluxo poderá também atingir estruturas como a boca, gerando fragilidade dentária devido essa acidez, rouquidão caso inflame a laringe e até quadros de aspiração através da arvore respiratória, o que pode provocar pneumonias.
Com as várias propagandas veiculadas pela TV sobre medicamentos milagrosos contra azia e má digestão as pessoas não estão respeitando os limites do corpo e agindo agressivamente contra seu próprio organismo.
Os medicamentos antiácidos, os mais divulgados na mídia, apenas diminuem a acidez momentânea, porém não evita a agressividade constante sobre aquela mucosa do esôfago. Ostentando  medicamentos como os inibidores da bomba de prótons (Omeprazol, pantoprazol) também não são  eficientes na totalidade dos casos em estudo. Até 40% que usaram esses medicamentos, mas se mantiveram com o mesmo padrão desregrado de vida, não obtiveram melhora no quadro esofágico, também confirmam as pesquisas.
Isso só mostra que o tratamento medicamentoso, por si só, não é garantia da melhora dos quadros de azia e refluxo gastresofágico, podendo até agravar o quadro caso os descuidos no padrão de vida desta pessoa continue acontecendo.
O agravamento destes refluxos será possível causa de ulceras graves, com até rompimento de vasos, podendo gerar casos de hemorragias severas e à morte, tendo em vista que  o esôfago não está preparado para receber a acidez vinda do estomago.
 
Entenda os principais fatores de risco para queimação esofágica devido Refluxo Gastroesofágico:
– Alimentos condimentados, enlatados, rico em sódio como conservante.
– Líquidos gaseificados e fermentados (refrigerantes e cervejas) ampliam o refluxo e eleva a acidez sobre a mucosa.
– fazer alimentação exagerada, com líquido, e deitar em seguida
– Fumar (resseca a mucosa esofágica possibilitando inflamação frequente)
– Comidas quentes ou geladas demais
 
          Observação: Caso exista uma Hernia de hiato, desvia do local exato onde o esôfago passa no músculo diafragma, esta hernia deverá ser corrigida, pois ela também se configura como grande contribuinte para os refluxos.
Caso você seja uma pessoa que matem esse padrão de vida ainda há tempo para poder reverter, veja como:
– procure o serviço de saúde e apresente sua necessidade de abandonar o fumo e o álcool.
– Junto à nutricionista, reveja seu padrão alimentar.
– Fracionar as refeições
– saiba da possibilidade de manter atividade física regular e de acordo com suas condições.
– Evite as refeições junto à líquidos, principalmente refrigerantes.
– Evite os excessos de café, chá preto, chocolate, molho de tomate e comidas ácidas, cerveja

          A primeira atitude para mudar suas atitudes devem partir, única e exclusivamente, de você. É preciso coragem para mudar de hábitos e resistir às tentações, mas é possível.  

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Aftas: entenda seus fatores para poder evitá-las

Aftas: entenda seus fatores para poder evitá-las
Muitas vezes nos deparamos com um incômodo na boca com o surgimento de uma ou mais feridas que geram dor. Sabe-se que acomete entre 30 e 50% da população mundial e a causa ainda é desconhecida. Essas lesões se caracterizam por possuir aspecto circular ou oval, como pequenas crateras, com fundo esbranquiçado ou amarelado e vermelhidão ao redor.
As aftas são lesões dolorosas que aparecem principalmente na mucosa oral, na língua, no interior dos lábios e bochechas. É referida como “lesões próprias”, por não serem causadas por fungos, bactérias ou outros microrganismos.
Estas lesões são benignas e não há registro de evolução cancerígenas em pessoas de bons hábitos. Porém acreditamos que a presença das aftas em pessoas que fazem uso do cigarro gera uma maior probabilidade de surgirem células alteradas devido a exposição de células em reparação (cicatrização das feridas) aos agentes tóxicos e cancerígenas do cigarro.
De causas não totalmente conhecidas, mas que acredita-se estarem ligadas ao consumo de alguns alimentos (queijos, frutas secas, alimentos com determinados conservantes, enlatados, frutas ácidas) e medicamentos, principalmente os ante inflamatórios não esteroides (AAS, Ibuprofeno), muito usados indiscriminadamente pela população.
          Acredita-se também que seja uma manifestação comum a diversas outras doenças, principalmente de caráter imunológico, falta de higiene bucal, imunodepressão, estresse, pré-disposição genética, deficiência nutricional, etc.      
As aftas não possuem caráter infeccioso, desta forma não podem ser transmitida de pessoa para pessoa como alguns ainda pensam ser. Elas surgem de forma abrupta e regridem naturalmente de 1 a 2 semanas.
Como a acidez é fator que agrava o quadro, algumas dicas podem melhorar e até diminuir o tempo destas lesões:
– Bicarbonato de sódio diluído para bocejo (nunca diretamente na lesão)
– Evitar frutas cítricas quando estiver com a afta (Limão, Laranja, acerola, abacaxi)  
– Evitar comidas sólidas que gere muito atrito sobre a lesão
– Evite deitar com estomago cheio, pois pode  gerar refluxo e acidez oral 
– Evitar Refrigerantes e alimentos apimentados
– Não ficar tocando ou furando a lesão: aumenta a possibilidade de infecção 
 
              Caso você esteja fazendo tudo direito em relação a alimentação e higiene oral, mas mesmo assim a lesões sejam frequentes, deve-se buscar o serviço de saúde para que a equipe encontre soluções, diante de uma investigação sobre quais outros fatores possam está desencadeando o problema para haver um tratamento mais específico.
 
 
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