Secreção x Corrimento Vaginal: saiba cuidar da sua vagina!

Secreção x Corrimento Vaginal: saiba cuidar da sua vagina!

A vida e o corpo das mulheres apresentam muitas diferenças em relação à vida masculina, especialmente na genitália (órgãos sexuais), onde várias doenças acometem as mulheres com maior facilidade pelo fato de seu órgão ser interno, por tanto mais úmido e quente em relação ao do homem.

Um dos termômetros para a mulher perceber uma alteração vaginal é a presença de corrimento, já que nem sempre essas alterações cursam com prurido (coceira) ou dor no início. Neste sentido, como saber se as secreções que estão saindo da vagina são fisiológicas (normais) ou corrimento patológico? quais são os principais fatores que levam à uma alteração das secreções vaginais? e como tomar algumas atitudes que podem diminuir esses problemas?

A vagina, genital interno da mulher, é um ambiente naturalmente quente, úmido devido à secreção de glândulas localizadas próximas aos pequenos lábios, e ligeiramente ácida devido secreções de ácido láctico pelos bacilos de Doderlein, bactérias naturais da vagina. Essa mistura de secreções glandulares e dos bacilos confere um PH (potencial de Hidrogênio) adequado para a vivencia de um conjunto bacteriano natural vaginal.

A eliminação dessa secreção vaginal monta características que podem fazer a mulher perceber quando houver alterações. Desta forma os eliminados são normais quando:

–  Transparente.

– Sem odor forte.

– Viscosa, parecida com clara de ovo.

– Incolor ou branco bem claro.

– Não geram coceira.

O volume dessas secreções variam de acordo com a fase do período menstrual (entre os 28 dias do ciclo) e estarão aumentadas ou diminuídas de acordo com as alterações dos hormônios estrógeno e progesterona, tendo em vista que estas secreções tem a função de lubrificar a parede vaginal, proteger contra lesões e facilitar o fluxo do espermatozoide para a fecundação. Preste atenção também neste ciclo.

As secreções serão entendidas como corrimento patológico quando:

– Esverdeado, acinzentado e fétidas, indicando crescimento de tricomonas vaginal, protozoário de transmissão sexual muito frequente como gerador de vulvovaginites.

– Branco espesso com grumos semelhante a leite, indicativo de candidíase vaginal, fungo que se prolifera devido a umidade, acidez, péssima higiene íntima, relação sexual desprotegida ou sistema imunológico baixo.

– Produzirem mau cheiro, ardor ao urinar, coceira e dor na relação, podem indicar vaginose bacteriana, geralmente a gardnerella, uma bactéria natural da vagina mas que pode ser patológica em condições de acidez e umidade alterados.

Fique claro aqui que muitos dos corrimentos não precisam de uma relação sexual para acontecerem. Como dito antes, alguns hábitos podem ajudar a flora bacteriana normal vaginal ou modifica-la, veja alguns:

– Realizar duchas e limpeza com produtos íntimos com muita frequência: elimina bacilos de Doderlein e estimula o surgimento de outros microrganismos, tendo em vista que estes bacilos produzem ácido que regula o PH vaginal.

– Usar roupas muito apertadas e Lycra por tempo prolongado: eleva a temperatura e a umidade vaginal.

– Lavar calcinhas com diversos produtos químicos como amaciantes e água sanitária: estes se fixam no tecido e podem gerar vaginites químicas. Der preferência ao sabão neutro para lavar roupa íntima.

– Manter relação sem preservativo: como os sintomas destas infecções no homem não costumam aparecer, devido seu órgão ser externo e não oferecerem um ambiente úmido e quente, pode ser passado por via sexual sem que o casal tenha conhecimento da infecção masculina.

– Demora na troca de absorvente íntimos: ideal trocar entre 4 a 6 horas

– Usar protetores de calcinha diariamente: eleva a temperatura e facilita a proliferação de fungos como a candida.

– Usar produtos eróticos intra vaginais sem os devidos cuidados e higiene.

Todas as infecções que relatamos anteriormente são passivos de tratamento e requerem uma consulta ao serviço de saúde. Procure fazer seus exames preventivos de colo uterino e mantenha a sua saúde em dia. Outros corrimentos também podem decorrer de ulcerações ou tumorações que podem ser discutidos em outro momento. Compartilhe e ajude para a saúde de outras mulheres.